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Corrupção: Algo vai mal no reino parlamentar do PS PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
07-Feb-2010

francisco_assis.jpgAlgo vai mal no reino parlamentar do PS. Dizem as notícias que chegam a Riba Sova que a iniciativa de alguns deputados daquele grupo parlamentar, que se preparavam para apresentar um projecto de lei contra a corrupção e que foi divulgado na imprensa a des-tempo, provocou uma fortíssima reacção do líder do grupo, que se sentiu tocado, ultrapassado e desautorizado.

Don Francisco Assis,  sem "de", o caudilho parlamentar do PS, ficou de tal forma incomodado que não se conteve e como já é seu hábito,  estrebuchou por todos os poros, ergueu o braço, esticou o indicador, apontou e gritou bem alto um sonoro "Não".

O homem nunca mais quer ver nenhum projecto desses a que chamou de "Selvagem", com origem no seu grupo parlamentar, a ser divulgado sem que seja consultado previamente, caso contrário, cairá o Carmo e a Trindade.

Não brinquem com Don Assis, sobretudo agora que teve esta fantástica oportunidade de liderar algo mais serio, coisa a valer, nem sequer lhe passa pela cabeça, que um qualquer deputado do seu próprio grupo, coloque a sua imagem e nome (sem "de") em cheque.

A coisa foi de tal forma séria e grave, que suscitou imediatamente a necessidade de se executarem as imprescindíveis vénias por parte da maioria do grupo, que não se poupou a um imediato e estrondoso apoio ao líder, não fosse ele decidir-se por alguma medida que pusesse em causa, os respectivos lugares no parlamento.

É que Francisco Assis, sem "de", não é homem para brincadeiras e quando se irrita, é um caso sério, não tivessem avançado tão depressa os apoios que avançaram dentro do grupo e nem sequer conseguimos imaginar, o que poderia ter acontecido.

Mas seja como for, o assunto ficou ali resolvido e o tema corrupção, apesar de ser um assunto caro para o líder da bancada do PS, não é para ser tratado assim tão levianamente, pois não nos podemos esquecer, que hà imensa  gente com  muito peso  na hierarquia do partido e até do governo, que não veria com bons olhos, uma iniciativa dessa natureza, a partir da sua própria bancada.

O projecto que os dissidentes do grupo se preparavam para apresentar na Comissão Parlamentar de Combate à Corrupção, pretendia que fossem publicados na internet as contas pessoais de todos os cidadão nacionais, incluindo  a nossa e, obviamente a de alguns outros políticos que não estando agora obrigados à publicação das suas fortunas ilícitas, com essa medida, ficariam muito vulneráveis à pesquisa pública, o que seria uma verdadeira tragédia para eles.

Por isso mesmo é que Francisco Assis  (o senhor Don, sem "de"), recentemente premiado com a liderança da bancada, nunca poderia permitir, que por iniciativa do grupo parlamentar do partido, se divulgassem as contas que suportam certas vidas mais secretas, escarrapachadas  por tudo quanto é computador doméstico, sujeitos à consulta de um qualquer interneteiro.

Nem pensar… esse é um tema que nem sequer se põe. Fazer de conta que se combate a corrupção, propalar intenções que nem sequer  passam disso mesmo, ainda vá que não vá… agora ter iniciativas concretas, que molhem a fralda a alguns dos seus principais senhores e patrões, isso, desculpem mas não, Francisco Assis (sem "de"), nunca o permitirá.

A corrupção é um tema para ser discutido em desespero pelos pobres e sem poder, os ricos e poderosos políticos e outros senhores de grandes negócios, não tem de ter nenhuma iniciativa para acabar com ela, a ser assim como é que depois conseguiriam fazer frente às vidinhas que levam e aos projectos de reforma dourada, que tem em mente?

Mas para já, esta iniciativa independentista foi um mau sinal, parece que "Algo vai mal no reino parlamentar do PS".

Francisco Assis que se cuide se quer aquecer o lugar, terá de andar  muito mais atento, é que aguentar-se naquele poleiro, não é propriamente uma brincadeira de meninos, que o diga o Toninho Tomate, que já foi corrido da assembleia municipal de Riba Sova,  por ter dado demasiadas abébias aos cabeçudos, que  por cá marcham no corso carnavalesco.

Carlos Santomor

 
OS ALVOS DO PODER PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
01-Feb-2010

do_poder.jpgPortugal viaja a toda a brida para um cenário que soa a perigo, assim a modos que a resvalar  para um regime que de democrata só vai tendo a máscara, cujas cantigas não passam  de míseros  disfarces, no caminho para um certo género de ditadura, meio encapotada, para já.

Parece que os senhores do poder na  nossa praça, não se aguentam lá muito bem, quando batem de caras com algumas daquelas verdades, que os apanham no contra pé,  sem que tenham a oportunidade de repintar a cena, não lhes dando tempo para inverterem o sentido ao texto e branquearem a descoberta, de algum novo cambalacho.

Primeiro foram as promessas que não se cumpriram, depois vieram os fracassos nos objectivos, a seguir surgiram os erros de avaliação, agora é engulho na marcha atrás das grandes obras, entretanto desenham-se impostos, fazem-se acordos de oportunidade,  reduz-se o tempo das reformas, aumenta-se a dívida externa, compromete-se o futuro, mas entretanto não se tem coragem para enfrentar os grandes "trustes" económicos ", para congelar o aumento das ajudas de custos aos gestores públicos, para travar a renovação das frotas, ou construir museus megalómanos, quando todos os outros vão caindo de velhice e mal trato.

Mas nada disso é tão grave, como o perigo que enfrentamos,  reflectido na  "gana"  corporizada numa desesperada tentativa de calar todas as vozes incómodas,  as vozes daqueles cuja coragem, alicerçada na verticalidade e sentido ético, lhes chapam publicamente, com as verdades bem de frente, para a fotografia, SÃO OS ALVOS DO PODER.

Primeiro foram as Manelas que eram agressivas e insistentemente incómodas, depois as inventonas de intriga entre entidades para distrair a malta, não se ficando por aí, porque pelo que  acaba de chegar à praça, já tem na mira um senhor que dá pelo nome de "Mário Crespo", que é um dos profissionais de comunicação mais íntegros e respeitados neste rectângulo, mas porque é incómodo, é ao mesmo tempo "UM PROBLEMA, PARA A QUAL TEM DE HAVER UMA SOLUÇÃO".

Preocupante e perigoso, é o caminho que nos leva ao coroar dos planos destes cavalheiros, que sem pejo nem mejo, não se coíbem de usar tranca e barda, para atingir os objectivos que tem em mente, desfazendo-se dos incómodos, tal qual como fizeram em passados recentes,  alguns dos amigos predilectos, que começaram exactamente da mesma forma e agora, não à quem os consiga travar.

Campeia o descontrolo, prevalece  a intriga política e os golpes de mão, constroem-se discursos adoçados com o mel da pobreza de espírito,  incapazes de  inverter  o desânimo que invade as gentes destas terras, aporreados  pelo sentimento de fraude e engano, que é cada vez maior, confrontados com com um crescente cenário de inverdades e mentiras completas,  associados ao desemprego, à perspectiva de um futuro incerto, dominado pelo espectro da pobreza e da fome.

Aproxima-se a hora de reformatar a "REPÚBLICA", PORTUGAL precisa urgentemente de homens com coragem, de líderes capazes de segurar a burra e conduzir o país a um destino melhor,  por caminhos de honradez e seriedade, substituindo  aqueles  que já só tem tempo para desbaratinar energias, a conspirar planos para varrer os incómodos, "PROBLEMAS  PARA OS QUAIS TEM DE HAVER UMA SOLUÇÃO", na sua visão, tristemente anquilosada.

Em Riba Sova o povo tem um ditado que classifica um ditador e tem toda a razão, dizem os Ribasovenses na sua sabedoria secular,  que "NÃO SIRVAS HOMEM SOBERBO NEM MENINO RABUJAS"  e é bem verdade.

Carlos Santomor

 
Moita Flores: Uma conversa torta PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
31-Jan-2010

corrupo_11.jpgQuando o tema da corrupção vem à baila, são poucos aqueles que não têm opinião. E a maioria opina para dizer disparates e soltar velhos e novos rancores, mas quase todos pedindo meças ao património moral em que assenta o seu discurso, indignação, insulto ou proposta.

Quem olha o espectáculo à distância não deixa de perceber que o circo que se montou a propósito dos crimes associados ao poder são tretas de muita parra e fraca uva. A começar pelas eufóricas iniciativas partidárias apresentando mais este e mais aquele crime, denunciando mais esta e mais aquela patifaria, algumas delas bem longe de se provar que o sejam, apenas servindo para boa retórica e conversa fiada.

 
Realidade: A sociedade dos pobres e excluídos PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
28-Jan-2010

beato_salu.jpgHá frases banais que nunca é de mais repetir. Uma delas é que todas as ideias têm consequências, algumas indesejadas. O Estado social europeu, que foi uma excelente ideia, também teve as suas consequências funestas.

2010, que se decidiu ser o Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social, é uma boa altura para se reflectir sobre alguns desses efeitos não desejados.

Os europeus acreditaram e construíram uma sociedade de inclusão suportada por um bom crescimento económico, pela garantia do emprego, pela defesa dos trabalhadores organizados em sindicatos, tudo enquadrado por direitos políticos gerais, universais e benefícios diversos (férias, subsídios de doença, reformas, abonos de família, etc.).

 
Orçamento de Estado combinado entre compadres PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
24-Jan-2010

top_secret_200.pngOs orçamentos de estado, não sendo matéria do nosso domínio, são instrumentos importantíssimos para o próximo futuro de um país, no entanto pela experiência que temos desde há décadas, esse documento anual, só tem servido para aliviar  alguns poucos, porque os outros, que somos todos nós, acabamos por ser o principal alvo da factura final, sem sequer sermos tidos ou achados, no deve e haver das contas dos senhores do poder.

Por isso e à semelhança do que se tem verificado nos últimos anos, somos mais uma vez confrontados com a falta de soluções inovadores e credíveis por parte de um PS panfletista, obrigado por isso, a negociar com aquele que diz (diz), ser o seu maior adversário político,  o que nos vai custar  os olhos da cara a todos nós.

 
Haiti: O terrível destino de um povo PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
17-Jan-2010

haiti7.jpgA tragédia que atingiu fatalmente o povo haitiano, não pode deixar de nos tocar a todos. No entanto e apesar dos vários movimentos de solidariedade, de recolha de fundos e de outras iniciativas, todas elas são muito pouco, na hora de apoiar (ajudar) um povo, cujo destino parece estar marcado para ter que sofrer os piores horrores.

A história do Haiti prolonga-se por uma diversidade de factos e acontecimentos por vezes longínquos do cidadão do mundo, sobretudo daquele que faz a três refeições diárias, goza férias em paraísos terrestres e pauta o seu nível de vida, por padrões de  conforto e bem estar, á medida de uma boa carteira.

 
José Sócrates premia ex ministra da Educação PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
11-Jan-2010

a_maria.jpgNão é que seja assim tão importante que nos leve a temer o pior, pois não tem uma influência directa no nosso modus vivendi, para além do facto de ser um cargo, cujo presidente cessante, deixa um bom trabalho, com frutos para colher no futuro, não exigindo muito do novo mandatário, por isso é indiferente para o país, quem lá estará nos próximos anos.

Aqui talvez o que importe, seja apenas constatar o facto de mais uma vez e à boa maneira portuguesa, a incompetência na política  ser premiada, com  os lugares mais confortáveis de "Buena Vida".

Falamos obviamente do novo cargo da ex ministra da educação, que sendo persona de má memória, sobretudo pela incompetência que demonstrou no relacionamento com os professores, pela total falta de agilidade no contornar de problemas graves para o país, pela enormidade de conflitos que armou, pensávamos que iria voltar ao seu antigo lugarzinho de professora nunca avaliada, onde ficaria de prateleira durante uns tempos, mas afinal, não.
 
Cuba: Homenagem a Gloria Amaya PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
10-Jan-2010

damas_de_blanco.jpgA dissidência cubana está hoje de luto. Perdeu uma das suas mais importantes porta bandeiras que apesar da avançada idade, fez da luta pela liberdade não só dos seus  próprios filhos,  mas de todos prisioneiros do regime cubano, uma opção de vida, utilizando tão somente as frágeis armas de que dispunha, contra o domínio poderoso e opressivo, da família Castro e dos seus apaniguados.

 
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