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José Sócrates cliente Prime de Bijan em "Rodeo Drive LA" PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
05-Mar-2010

bijan480.png

Meus amigos, tenham lá paciência mas desta vez não posso concordar convosco.  Em primeiro lugar porque estamos a falar de gente rara, gente fina, de galáxia, depois porque só frequentam estas igrejas, os fervorosos e detentores de muito papel (€ and $), mas não só, também porque se trata de uma espécie de clube exclusivo, somente para quem é muito bem encartado,  digamos que tem de ser alguém habituado às poltronas  da política,  do show business ou da hierarquia mundial.

E depois…  nem todos os povos, tem este finíssimo prazer de saber,  que o nome do seu riquíssimo "Prime Minister of Portugal", está escarrapachado na montra de uma das shops "The most expensive in world" situada na cosmopolita Rodeo Drive de Los Angeles, Hollywood, digamos que é um previlégio.

Um previlégio pelo que isso significa, um previlégio por termos um político neste país que se pode dar ao luxo de ser um "Cliente Prime" do Bijan de Beverly Hills, um previlégio pelo facto de na qualidade de frequentador assíduo da  420 N Rodeo Drive, o nosso "Prime Minister of Portugal" merecer  que o anfitrião, habituado a conviver,  a privar e a bicar personalidades da realeza mundial, mais os Bush, Kenedy´s, Clintons, Sarkozys,  Rockefeller Familly e até o digníssimo Dalay Lama, nos conceda a suprema honra, de anunciar o nome do nosso "Prime Minister " na sua glass storefront, como cliente.

Para além de previlégio, é fantástico porque isto só demonstra que José Sócrates a personalidade em questão, tem uma boa vida, tem influenza a nível internacional e sobretudo, tem ganho muito dinheiro como "Prime Minister of Portugal", de tal forma que se pode dar ao luxo de emparceirar como sócio distinguido num clube, onde para comprar um simples par de meias, tem de disponibilizar o equivalente a quatro salários mínimos em Portugal e um fato custa o mesmo que cinco kangoos da Renault.

Com esta,  já podemos dizer que voltamos ao tempo das conquistas, das grandes epopeias. Estamos numa posição divina para quem pode e muito, para quem ganha bem, mas muito bem.  Para o milhão de desempregados portugueses, é animador saber que temos  um brilhante "Prime Minister of Portugal",  capaz de arriscar tudo para atravessar o atlântico, com o objectivo de catequizar os autóctones americanos e que depois aproveita  para dar um salto a Hollywood, respirar o ar doce e perfumado de Rodeo Drive, visitar o Bijan, comprar umas novidades e vir depois para cá passeá-las e mostrar-nos, como se gasta o dinheiro por lá.

Estamos perante uma daquelas notícias que é altamente moralizadora, motivadora, exemplar como incentivo à produção, porque nem todos os países desfrutam desse prazer, que é  ter à cabeça dos seus destinos, uma personalidade capaz, de rentabilizar o seu mísero salário como político e "Prime Minister of Portugal",  mais o que ganha com as horas extraordinárias que faz,  garantindo desse modo o acesso a estes clubes tão restritos.

Isto só significa que se José Sócrates o consegue,  então nós também o podemos fazer. Não está em causa o salário que se ganha na folha, o que importa é chegar lá acima, porque então,  daí até ao 420 N Rodeo Drive em Los Angeles, Hollywood, é apenas mais um salto, coisa de nada,  um gosto e uma oportunidade para aqueles que estão empregados, porque  tudo o mais é uma sucata, mas não deixa de ser uma fezada.

E depois José Sócrates até tem razão, nós por cá nem sequer temos alfaiates, a nossa industria textil está toda ela na falência,  a nossa economia está transformado num desastre, os nossos sapatos só se vendem lá fora, cá dentro ninguém os pode comprar.

 Para além da importância que tem, saber  impressionar os americanos,  desafiando-os a vir até cá, visitar a terrinha do "Prime Minister of Portugal"  que faz compras na loja mais exclusiva de Rodeo Drive, em Los Angeles, com gabinetes muito especiais e empregados que só atendem, uma personalidade de cada vez, até porque todos sabemos, que Sócrates não é pessoa para ter muita gente à volta dele...

Carlos Santomor

 
Destino pendente das soluções ambientais PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
27-Feb-2010

urso.jpgAinda não completamente refeitos da tragédia que atingiu a Ilha da Madeira, chega-nos a notícia de mais um terramoto no Chile com consequências desvastadoras e como não fosse suficiente em mais este sábado de Fevereiro, eis que a comunicação social já noticia uma onda gigante (Tsunami) que progride no pacífico, cujas consequências ainda são  imprevisíveis.

A sucessão de ocorrências ambientais, que vão desde os sistemas de pluviosidade descontrolada, às secas que se sucedem e às catástrofes sísmicas que cada vez são mais frequentes, com enormes impactos materiais e humanos,  parece não serem suficientes para que os senhores do mundo, se decidam definitivamente, a assumir as suas responsabilidades.

Voltando à última cimeira de Copenhaga que resultou num flop completo,  onde os mandatados, não fizeram mais do que patrocinar o festim folclórico, numa tentativa de disfarçar o peso que os verga ao poder dos lobbys económicos,  proporcionando-nos todo o tipo de jogos de burla e engano político, para mais uma vez  adiarem, mesmo sabendo que os custos serão terríveis num próximo futuro.

Desgraçadamente já entramos naquela fase em que aqueles que eram referenciados como arautos da desgraça, sempre que se apresentavam a protestar contra os desmandos do corporativismo industrial em termos ambientais, desesperam perante a inércia vigente, obrigados a testemunhar  as sucessivas ocorrências avisadas, as quais parece não terem ainda o impacto suficiente, para activarem acções concertadas,  pelos poderes  mais do que comprometidos, com os interesses que lhes financiaram as campanhas.

Os símbolos da ganância e da ambição que impulsionaram o sindroma do consumo desenfreado, com o patrocínio dos grandes coglomerados económicos, continuam a agudizar a ruína do planeta, pela indução da humanidade a uma inconsciente letargia, de onde somente desperta quando a tragédia ambiental lhes bate à porta ou lhes  destrói  o frágil automóvel novo.

De igual modo, continuamos sem compreender como é que os manipuladores de dados, ao serviço do centil,  insistem em manter as pastas secretas guardadas em cofres muito restritos, recusando-se a divulgar, que o destino do planeta já não é sequer comparável em termos económicos, às subvenções que os seus senhores recebem, de quem lhes tem alimentado o ego e a hipocrisia.

É tempo de  nos consciencializarmos que não podemos contar com os ditos líderes, que vivem exclusivamente em função das manchetes dos jornais e da engorda das contas bancárias e que há muito encomendaram os seus próprios abrigos anti sísmicos,  pouco interessados em decidir a favor da humanidade, convencidos que estão da sua imunidade aos desastres ambientais e aos julgamentos públicos.

Precisamos de encontrar urgentemente soluções reais e exequíveis, começando pelo derrube das grandes torres contaminantes e pelo ataque ao vírus consumista, a que fomos deliberadamente induzidos e viciados pelos marajás nos diversos poderes,  quando eram sabedores que toda essa toxicidade nos conduziria a um holocausto que no final, terá muito poucas ou nenhumas testemunhas.

Carlos Santomor

 
“Assassinaram Orlando Zapata Tamayo” PDF Imprimir e-mail
Por WebMidia   
26-Feb-2010

orlando_zapata_tamayo.jpg"Assassinaram Orlando Zapata Tamayo, acabaram com ele às três da tarde da passada terça-feira. Mataram um homem que lutava pelos Direitos Humanos. Foi um assassínio premeditado", acusou, desfeita pela dor, Reina Luisa Tamayo, revoltada contra o regime cubano, que torturou o seu filho e permitiu que ele morresse em consequência de 83 dias em greve de fome .

Orlando Zapata Tomayo, de 42 anos, fazia parte do grupo de 53 dissidentes detidos na chamada Primavera Negra de 2003, quando a polícia prendeu um total de 75 pessoas. Tal como os outros, foi acusado de desacato, desordem pública e desobediência, delitos pelos quais foi condenado a três anos de prisão. A pena acabaria, todavia, por aumentar para 36 anos com novas acusações que o regime foi somando enquanto esteve preso.

Revoltado com as condições em que vivem os presos políticos na prisão, onde são espancados com frequência, Tamayo começou por fazer uma série de reivindicações ao governo, que as rejeitou. Iniciou então, em Dezembro do ano passado, a greve de fome. Ficou tão debilitado que foi transferido para o Hospital Hermanos Ameijeiras, onde acabou por falecer. Foi o segundo opositor cubano a morrer após greve de fome na prisão. O primeiro foi Pedro Luis Boitel, nos anos 60.

In: Correio da Manhã

Nota: Informações recentes da oposição cubana, divulgam lista com mais de uma dezena de presos politicos cubanos que morreram em consequência de greves de fome, nas prisões cubanas, depois de Luis Boitel.

 
O Descrédito das Intituições Portuguesas PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
21-Feb-2010

socrates-face-oclta-fogo250.pngZé Camargo sente-se por estes dias um homem completamente desanimado, confuso e incapaz de perceber como é que se deixou enrolar tão facilmente, naquela cantilena de engano, em forma de discurseta, proferida por quem lhe parecia, ser a pessoa certa para o lugar, bem parecido e melhor falante,  que chegou a tocar-lhe a alma...

Mas para  o Zé… o pior é que sente que foi vítima de si próprio,  por não ter tido a argúcia de outros tempos, tudo porque a idade pesa e  apesar da longevidade significar experiência de vida, não foi capaz de ler para além do que lhe mostraram e acabou por comprar gato por lebre e isso para o Zé, homem honrado, é grave e penalizador, porque lhe toca no mais profundo.

 
Watergate à portuguesa PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
20-Feb-2010

but1.pngQuem foi que, liderando um dia a bancada da oposição, disse a um Primeiro-ministro que alegadamente silenciara um comentador televisivo que ele devia explicações ao país, que a manobra era uma vergonha para o seu governo e uma nódoa que ficaria para sempre na sua reputação? Foi José Sócrates, em Outubro de 2004, acusando Santana Lopes no caso Marcelo-TVI. Essas imagens, exibidas por estes dias, são a mais perfeita e irónica (auto-)condenação do actual Primeiro-Ministro. Vale a pena apreciar o caso que agora prende o país pelo lado da justiça e pelo lado da política.

 
Jóvenes cubanos: La poca Fe PDF Imprimir e-mail
Por Claudia Cadelo in Octavo Cerco   
15-Feb-2010

foto__cartel_eternos_jovenes_rebeldes_en_23_y_paseo_vedado.jpg

Antes yo me veía pesimista, conversaba con la gente e iba sintiendo una mezcla de desengaño y tristeza, como si en las palabras de mis interlocutores se deslizara una luz que yo no alcanzaba a ver. Con el tiempo descubrí una relación entre la edad y el grado de desilusión de aquellos con los que interactuaba, mientras más edad, menos fe en el mañana.

 
ESCUTAS: Liberdade de expressão posta em causa PDF Imprimir e-mail
Por WebMidia   
12-Feb-2010

Foi hoje reafirmado pelo Semanário "Sol", que o Governo pretendia usar a PT para dominar TVI, retirar do meio José Eduardo Moniz, calar Manuela Moura Guedes e comprar grande grupo de media que fosse favorável ao Executivo

capa-sol-230.jpgA Portugal Telecom (PT) e a Ongoing seriam os instrumentos do alegado do plano do Governo para dominar a comunicação social, segundo a investigação do caso "Face Oculta", cujos detalhes foram hoje divulgados pelo "Sol". Além do esquema para controlar media hostis, detalhado na semana passada pelo mesmo jornal, havia a intenção de que a PT comprasse um grande grupo de comunicação social e o tornasse editorialmente favorável ao Executivo.

A parte do plano revelada na semana passada falava na tentativa de compra pela PT de 30% da Media Capital, cujo accionista maioritário ainda é a Prisa. Isto de modo a afastar José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, propriedade da Media Capital, e acabar com o Jornal Nacional de Sexta-feira, então apresentado por Manuela Moura Guedes. Também havia a intenção de, através da PT ou da Ongoing, comprar outros órgãos de comunicação social alegadamente considerados hostis por parte do primeiro-ministro, José Sócrates, nomeadamente os jornais Público e Correio da Manhã.

De acordo com as últimas informações avançadas pelo Sol, o plano passava ainda pela comprar de um grande grupo de comunicação social, para que este fosse maioritário no mercado e favorecesse o Governo. Os primeiros alvos estudados foram a Cofina, proprietária do Correio da Manhã, e a Impresa, que controla a SIC, o Expresso e a Visão. O última opção analisada foi o grupo Controlinveste, do DN, JN e TSF.

 
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