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Por deAutor
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17-Aug-2010 |
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O Ministério da
Saúde e a Administração Regional de Saúde do Norte mantiveram ontem o silêncio
em relação ao fecho dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) das
Misericórdias. A ausência de respostas levou ontem o CDS-PP a anunciar que iria
requerer a audição da ministra da Saúde, Ana Jorge, no Parlamento. Na festa do
Pontal, o líder do PSD Pedro Passos Coelho criticou o facto de a tutela e a ARS
estarem a atirar a responsabilidade uma para a outra.
O DN noticiou que
dois dos dez SAP do Grupo Misericórdias Saúde já viram dois contratos serem
rescindidos, pondo fim à oferta de serviços a mais de 80 mil utentes das
regiões de Vila Verde e Póvoa do Lanhoso. Mas cerca de metade já receberam o
aviso do fim destes acordos. Há pelo menos três meses que devia ter saído a
portaria com os preços a pagar e os actos que as unidades das misericórdias
teriam de fazer para o SNS, razão que tem levado o CDS a questionar o Governo
regularmente.
Ontem, na sequência
do fecho dos SAP, o líder parlamentar Pedro Mota Soares anunciou que iria
requerer uma audição da ministra e do presidente da União das Misericórdias,
Manuel Lemos, na Assembleia da República. "O CDS vê com muita preocupação
o que se está a passar entre o Governo e as Misericórdias", disse à Lusa.
Além de referir
atraso da portaria, referiu ter tido conhecimento de que "não só o Governo
não está a fazer mais, utilizando as capacidades instaladas das Misericórdias,
como, pelos vistos, se prepara para revogar o conjunto de acordos que estão estabelecidos
para salvaguardar os SAP prestados em unidades das misericórdias em sítios onde
o Estado não tem estes serviços".
Já Pedro Passos
Coelho recordou que as misericórdias já tinham feito investimentos em
equipamentos contando com a procura de utentes do SNS, que agora é impedida, a
menos que o utente pague entre 20 e 25 euros. E lamentou que, apesar dos
compromissos assumidos, se estejam a fechar serviços do sector social. E
sublinhou que não se está a falar do sector privado, mas do social, que é
património do País.
Mota Soares afirma
que "vai exigir ao Governo o cumprimento da sua palavra, tendo a noção de
que estamos a defender uma população mais idosa, com dificuldade no acesso a
cuidados de saúde".
Ontem, Bloco de
Esquerda, CDS e PSD admitiram surpresa com o facto de se estarem a encerrar
serviços quando não foram criadas alternativas às populações afectadas, já que
são especialmente carenciadas.
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Por deAutor
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16-Aug-2010 |
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Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia
Biomédica,trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira
voluntária.
Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para
a não conhecermos.
Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja
forma de chamar os holofotes.
- Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis;
- Se é cantora, mostra o futebolista com quem namora;
- E se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um
curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa.
Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela:
"Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas
piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar...
Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas
dos outros que foi apagar de graça.
A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que,
evidentemente,nem trato aqui.
Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos
que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das
Josefas que são o sal da nossa terra?
Recebido por email: de José Dias
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Por Carlos Santomor
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12-Jul-2010 |
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Não há volta a dar à
coisa, definitivamente, este país está cada vez mais a saque, ao deus dará,
entregue ao abuso e às arbitrariedades de um poder, cujos protagonistas com
sérias responsabilidades na gestão dos destinos de um povo, já nem sequer disfarçam e atalham a seu belo
prazer, pelos caminhos do amiguismo, do compadrio e da burla a uma sociedade,
cujo erro maior que cometeu, foi confiar nesses manéis.
Estamos perante mais
um triste exemplo do desespero dos membros deste governo, que perante a
perspectiva de serem desalojados no curto prazo, não olham a meios para
garantir os seus próprios futuros, mesmo que de forma fraudulenta.
Mais uma vez e à
semelhança de outros exemplos da mesma instituição à muito denunciados, aí temos de novo o IEFP no
centro do trama. Ou seja, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, é
cada vez mais a "Quinta da pouca vergonha" deste governo socialista,
que já nem sequer disfarça quando se trata de
continuar a garantir poisos para amigos.
A notícia que agora salta à estampa, tem a ver com a última decisão de sua senhoria o "maioral" mor na secretaria de
Estado do Emprego e Formação Profissional,
que nomeia ao arrepio um ex-assessor dos tempos da secretaria de Estado da Educação, um professor sem nenhuma preparação ou
competência, para o cargo de delegado regional do Instituto do Emprego e
Formação Profissional (IEFP) na zona Norte do país, apenas para garantir o
futuro ao dito, como pagamento de algum favor feito nos velhos tempos.
A decisão foi
anunciada na passada sexta-feira pelo próprio
"maioral" que agora é secretário de Estado do Emprego e
Formação Profissional, à actual equipa directiva da delegação regional do Norte
do IEFP.
Esta equipa, liderada por gente competente e conhecedora
da especificidade da função, ainda
"a meio do mandato", tem de
deixar o trabalho que estava a efectuar, para ceder as cadeiras aos amigos do
titular da Secretaria de Estado, cujas "únicas competências que se conhecem,
são o amiguismo e o compadrio".
Estamos entregues aos bichos, como diz o povo com toda a sua sabedoria. estamos condenados ao descalabro total, com exemplos destes, cada vez temos mais a certeza de que estamos próximos de bater no fundo, desgraçadamente Portugal é um país a
saque, não há CE que nos salve.
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Por Carlos Santomor
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04-Jul-2010 |
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Porque será que toda
esta parafernália de acordos, desacordos, simulações, acusações e combinanços entre PS e PSD, entre o governo e os seus
habituais inimigos fidagais, nos cheira
a fraude? Onde será que já vimos do
mesmo em outras ocasiões?
O trágico em toda
esta história, é que estes maiorais ainda não perceberam que o Zé da Rua deixou
de estar disponível para engolir todas as patranhas que insistem em nos impingir, como se estivessem a tratar com meninos
de coro.
O folclore que o
"PDC" (Partido do Centrão) fruto da aliança entre os Neo Liberais do
PS e PSD, tem alimentado como se de um
guião novelesco se tratasse, numa tentativa de disfarce dos pactos
secretos entre novos e antigos líderes, a única coisa que pretende, é
confundir, para melhor poderem reinar, enquanto isto durar.
Só assim de entende
esta vergonhosa troca de insultos e acusações sempre que avançam nas ditas
negociações, quando se percebe no brilho dos olhos de cada um deles, os
indisfarçáveis momentos de prazer que desfrutaram em secreto.
O papel que este PSD
agora liderado por um mocinho, que já demonstrou ser um perfeito executor de
recados, segundo as ordens dos velhos Barões, ansiosos por se aproveitarem da
conjuntura, para abocanharem os restos que ainda andam por aí espalhados, é no
mínimo deplorante, ao não ter visão nem
massa cinzenta na caixa das cornetas, para perceber, que continua a embarcar
que nem tonto, no "jogo dos da rosa", ao darem-lhe ( a ele PCoelho) o
previlégio de ser mais "socratiano" que o próprio J.Sócrates, no apertar do garrote ao povo português.
Já no que se refere
ao PS, esta ânsia de protagonismo do novo líder laranja caiu como mel, porque à
falta de bóias que lhes permitissem continuar a navegar entre ruínas, sempre é
melhor ter um PSD ao colo para lhes aquecer os tomates e boiarem, do que não ter nada e afundar sem apelo nem
agravo, por falta de ar para se manterem à tona.
Entretanto um
aspecto já é mais do evidente no enredo desta nova novela de paixões
encapotadas, cujo guião já se vai percebendo melhor, os dois grupos vivem para
já de "sexy em sexy party´s",
só não sendo ainda possível, descortinar quem dorme com quem, mistério que em
breve também será desvendado.
Que comem à mesma
mesa já sabemos. Que o objectivo principal é comum, também já entendemos, só
ainda não descortinamos, como é que depois se livrarão do lixo que entretanto
vão gerando, a não ser que estejam a pensar em deixar o barco, quando já não
houver nada para abocanhar e os rombos sejam impossíveis de tapar.
Começou tudo pelo
PEC, agora temos as portagens, a seguir virão novos cortes sociais, entretanto
o desemprego vai crescendo terrivelmente, a fome vai alastrando e as falências
empresariais e familiares, sucedem-se, apesar do anúncio televisivo feito pelo
próprio J.Sócrates (o optimista) de que Ford de Palmela tem previsto empregar
mais 300 trabalhadores, para além da esperança que acalenta lá bem no fundo, de
que ao ritmo de seiscentos novos milionários por ano, ele será salvo.
Se a profecia se
realizar, J.Sócrates ainda vai ser a
nova Rainha Dona Amélia do século XXI, só que na Ericeira já não à cais de
acostagem para a fuga, por isso Figo Maduro está mais à mão, até porque fica
muito mais perto da Lapa, o que também servirá para Passos Coelho aproveitar a
boleia e desaparecerem os dois, incapazes de encarar o destino que lhes está
reservado, na galeria dos maiores
fracassos e vigarices, de que há
memória em Portugal, depois do Vale e Azevedo.
Carlos Santomor
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Por Carlos Santomor
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03-Jul-2010 |
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O Primeiro Ministro
J. Sócrates continua a confundir-se a si próprio ao pretender comparar uma fábrica de automóveis, com um país,
carregado de assimetrias, de injustiças, de diferenças sociais e económicas que
ele em particular tem agravado sistematicamente, fruto da sua própria incapacidade governativa, apesar do esforço por tentar
mascarar a falta de neorónios com as mais alucinantes
incongruências, só possíveis por quem está completamente desfasado da realidade
do seu próprio país.
Declarar que
"Não há melhor notícia para a economia portuguesa e para o emprego em
Portugal", usando as perspectivas de produção da Autoeuropa para
2010, precisamente no dia em que o desemprego neste país atingiu o seu máximo
de sempre, é a mais completa demonstração de que o senhor está a precisar de consultar urgentemente um
oftalmologista e já agora, convinha que também passasse pelo
otorrinolaringologista.
O que não se
consegue perceber, é esta insistente desfaçatez, de quem com responsabilidades
ao mais alto nível, obrigado a falar verdade, a trabalhar mais e falar menos, chegue ao ponto de perante números
claros e efectivos, emitidos por entidades idóneas, longe das manipulações dos
nossas estatísticas, insista num
falso optimismo, numa tentativa de mascarar uma realidade, que já nem de
estatísticas precisa, quando é visível o estado anémico que se nos depara a cada
esquina.
Querer elevar o
sucesso da Auto Europa ao nível nacional, procurando confundir as consciências,
tipo banqueiro de póquer que baralha e dá de novo, sem nunca saber quais são as
cartas que vem a seguir, é no mínimo ridículo, mais um Bluff, a juntar ao já extenso
portfólio do actual primeiro ministro, rico nessa variante do engano.
Para J.
Sócrates, os dados da fábrica de Palmela
que apontam para um crescimento, em 2010, de 15% face ao ano de 2009, com a
construção de cerca de cem mil automóveis e que num contexto de expansão fruto
da reputação da marca e da dinâmica da casa mãe, vai empregar 300 novos
trabalhadores e o país está salvo,
podemos proclamar aos quatro ventos, essa enorme vitória, que nos vai desviar a todos, das misérias em que já chafurdamos.
Mas… porque será que no final, nos fica esse
amargo sabor a fraude, uma vez que continuamos a não ter acesso à carrinha
milagreira, para dar a voltinha ao quarteirão e festejar a vitória, como faz o
actual PM o nosso campeão do optimismo… ou será do
"Confundiciunismo"?
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Por Carlos Santomor
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27-Jun-2010 |
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O líder do PSD
(Partido Social Democrata) continua a fazer papel de "Rapaz dos
Barões" neste simulacro de oposição ao governo de José Sócrates, que mais
uma vez levou à melhor, num jogo que toda a gente percebeu, menos o
"Iluminado" líder laranja, que se deixou embarcar no "desafio
dos tontos", dando ao Governo aquilo que nem Sócrates tinha tido coragem
de avançar, para além do argumento futuro que o PS utilizará, de que se pagamos SCUDS em todo o país, a
culpa é do PSD e do seu gabinete de
inteligentes, que assim o exigiram.
O PS estendeu o
tapete a Passos Coelho e este embarcou
no jogo, protagonizando mais uma vez o filme "Faz de Líder" com todo
o prejuízo que acresce para os portugueses,
que continuam a ter de pagar a factura e a afogarem-se no lamaçal de
porcaria, alimentado por esta associação disfarçada entre PS e PSD
O episódio das Scuds
em Portugal, foi dos ardis mais bem conseguidos pelos estrategas do PS que
incapazes de avançar para o pagamento em todas as Scuds, antevendo o
"Laréu" que a coisa daria a nível nacional, lançaram o isco do
pagamento nas scuds do norte, sabendo que iria haver rebelião e que no
imediato, o argumento de ou "pagam todos ou não paga ninguém"
surgiria como mel, para atrair o PSD à armadilha.
Claro… e como não
podia deixar de ser, não foi preciso
quase nada, até porque Passos Coelho, acabou por ter a ajuda dos pesos pesados laranjas, que desde o norte nos surpreenderam
pela negativa, ao não perceberem que estavam a ser usados pelos cérebros
da "Rosa" e de reacção
imediatista, incapazes de pararem para
avaliar o jogo dos Neo Liberais sob a sigla do PS e caíram como tordos,
empurrando o seu próprio líder que nunca teve uma grande "Caixa de
Coiratos", para uma iniciativa que agrava ainda mais a debilidade de
regiões e cidadãos, que se pouco tinham, ainda ficam com menos.
É obvio que Passos
Coelho, que nunca foi capaz de ver mais longe, aproveitou imediatamente a
boleia, aliás à semelhança do que fez com o PEC e voltou a apertar o
"garrote" que nos sufoca, sem que tenha havido na LAPA, uma única
alma capaz de perceber, que era
exactamente isso que Sócrates e o seu PS "Neo Liberal", estavam à espera.
Ou seja, Sócrates
concretiza deste modo o projecto do pagamento em todas as scuds do país, simula
que cede à vontade ao PSD, deixa para este o ónus dessa responsabilidade e
apresenta a factura aos portugueses, penalizando ainda mais toda
a economia, sobretudo daquelas regiões que lutam, por se manter a navegar com os parcos meios
de atracção e desenvolvimento que detêm.
Enquanto isso, José
Sócrates e o seu PS seguem em frente cantando e rindo de gozo, por terem
"comido" o PSD a seu belo prazer, descarregando-lhe no útero o seu
sémen mais do que contaminado, e concretizado o principal objectivo, nesta
escaramuça de galos, cuja única coisa que fazem bem, é lixar-nos a vida,
sufocando-nos sem dó nem piedade,
enquanto se banqueteiam e vivem que nem Lords, num show promíscuo de falsos
amantes, em condomínios privados e muito exclusivos.
Do outro lado, os
portugueses, o povo deste país, bate-se
num estado de fraqueza tal, que no curto prazo,
em vez de casa, terá de começar a pensar em pedir empréstimos para comprar "campas", se a coisa não
muda rapidamente...
Carlos Santomor
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Por Carlos Santomor
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21-Jun-2010 |
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Mário Lino, o famoso
inventor do deserto português, ex
ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, é o mais recente
elemento da "Loja do Mamões", a conhecida "Lista" dos oportunistas políticos,
um albergue que incorpora, gente com lata e sem vergonha, cuja única missão de vida, é tratar do
próprio corpinho, da barriguinha, da conta pessoal, do seu, porque o povo e o país, nunca foram
missão.
A recente nomeação
deste senhor, um engenheiro civil sem obra ou inteligência, que nos últimos anos
tem vivido única e exclusivamente à custa do tesouro público, autor de algumas
das maiores anormalidades do anterior governo capitaneado por José Sócrates um velho amigo, é agora
recompensado com a presidência do Conselho Fiscal, do grupo de seguros e saúde
da Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado.
Esta é mais uma
demonstração do oportunismo que norteia esta leva de Socialistas, todos na
órbita de José Sócrates, cuja única missão que os motiva, é o pessoal, o particular, o seu,
completamente sem vergonha, ao ponto de já nem disfarçarem os seus objectivos
políticos, mandando para a calendas, a
já de si fraca imagem que aportam, de seriedade, honradez, idoneidade e
respeito por uma nação, que nunca foi pertença do Partido Socialista.
A nomeação de Mário
Lino, um dos ministros mais incompetentes do anterior governo de José Sócrates, é a mais clara
evidência, de que os actuais senhores do poder,
nunca tiveram em mente servir um país, mas sim servirem-se a si
próprios, repartirem entre compadres, tachos e mordomias, banqueteando-se em
festivos e alegres bacanais, pagos por um povo, cada vez mais empobrecido e
único destinatário da factura final.
Com mais este novo
elemento, a "Loja dos Mamões", o Clube dos amigos particulares de José Sócrates
ficou mais rica e o seu líder, o actual primeiro ministro, terá razões para se
sentir um homem feliz, por ter cumprido a promessa feita ao desenhador da margem
sul, as únicas promessas que é capaz de concretizar, porque aquelas que faz a
quem nele confiou, votou e elegeu, essas, nunca foram para cumprir.
O governo de José
Sócrates encontra-se no apogeu do desnorte, à semelhança de alguns exemplos
históricos, também este governo, vê chegado o momento de garantir futuros
seguros, aos amigos e parceiros, não vá o diabo tecê-las e as portas de S.
Bento, deixarem de repente de se abrir, para os actuais inquilinos, à
semelhança do que aconteceu com um tal Miguel de Vasconcelos, por isso, é
essencial e enquanto é tempo, reforçar a Lista dos Mamões, o Clube dos
"Bem de Vida" socialista, todos com o amanhã garantido, muito pouco
preocupados, se nos entalam para o resto das nossas vidas, porque essa é a sua missão de vida.
Carlos Santomor
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Por Carlos Santomor
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20-Jun-2010 |
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Diz o velho Sábio de
Riba Sova que a grandeza de um homem se mede pelos gestos e acções que
protagoniza ao longo da vida. Ao homem que quer ser grande, não basta parecê-lo
é preciso sê-lo.
O princípio
aplica-se a toda a gente, mas é especialmente dirigido, aqueles que pelos
cargos que ocupam, pelas responsabilidades de que são investidos, são obviamente alvos de uma redobrada atenção
pela opinião pública, sempre na expectativa dos melhores exemplos.
A ausência de um
representante da Presidente da República Portuguesa, nas cerimónias fúnebres de
José Saramago, foi o transformar em certezas, das dúvidas que nos acompanhavam
há muito, acerca do verdadeiro carácter do inquilino de Belém, cuja natureza ficou
bem patente, ao não conseguir disfarçar as fragilidades que o afectam.
O que se exigia no
dia de hoje a Cavaco Silva, o homem que ocupa
a cadeira do mais alto magistrado desta nação, é que fosse capaz nesta
hora, de colocar de lado os seus ódios de estimação, os rancores que arrasta consigo,
os compromissos com certas capelas e cumprisse o papel para que foi eleito, ser
o presidente de todos os portugueses e não apenas de alguns.
O actual senhor
presidente, até nem precisava de ter
estado presente, afinal não fez lá falta nenhuma, mas o inaceitável, é que nem
sequer se tenha dignado mandatar um
funcionário da sua casa civil, ou tão simplesmente o "forneiro" do
Palácio de Belém, para representar a
instituição "Presidência da República", que essa sim, é de todos nós
os portugueses, independentemente de ideologias, pesos, crenças, lojas, raivas
ou ódios..
A demonstração de
pequenez e insignificância, que Cavaco
Silva deu hoje à sociedade portuguesa, no dia do funeral de José Saramago, é a
confirmação de que elegemos um Presidente da República, que afinal não o é de todos
os portugueses, se-lo-á talvez de alguns, dos ratos de sacristia, os amigos
predilectos, daqueles que lhe ensinaram a proclamar cinicamente, que é o presidente de portugal.
Mas ainda bem que
assim foi, deste modo até somos capazes de agradecer ao senhor, pelo facto de nem
sequer ter medido a dimensão da sua decisão, ao dar este fantástico tiro no pé e
esclarecendo-nos definitivamente, a partir da qual ficamos com a certeza, de que não é o presidente
que queremos para os próximos anos.
Carlos Santomor
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Por Carlos Santomor
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19-Jun-2010 |
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José Saramago,
Prémio Nobel da Literatura 1998
Morreu o escritor
que inventou Blimunda
Foi
serralheiro e funcionário público. Comunista. Amado e detestado. Começou a
viver da escrita passava dos 50 anos. Conheceu Pilar já sexagenário. Recebeu o
Nobel da Literatura – o único dado à língua portuguesa – aos 76 anos. Partiu
ontem. Sem “nenhuma esperança”. De “mão dada” com a criança que foi numa aldeia
do Ribatejo.
In:
Público
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