Zetas e Guirinduns rabiscadas por opineta, de frazetas e sem Triscos, parafraseando o de ontem e de hoje, quando o flipa bate forte, provida da cismeira causada por Pitos e Gabéus, habitus perdigotas da políticada, doutos das mais palavrosas prometas.
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Afinal… Onde pára o dinheiro? PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
02-Sep-2010

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É precisamente na altura em que as vítimas da crise mais precisam de ajuda que o governo resolve tirar-lhes o tapete e acabar com as medidas extraordinárias de apoio aprovadas no ano passado: os seis meses de prorrogação do subsídio social de desemprego deixam de existir, os dias de descontos obrigatórios passam de 365 para 450; e a majoração do apoio em 10% para desempregados com dependentes a cargo também chega ao fim.

Mas José Sócrates quis ir mais longe para retirar o acesso às prestações sociais a muitos milhares de pessoas. E fê-lo com uma alteração da fórmula de cálculo do rendimento per capita: por um lado, o conceito de agregado passa a englobar todos os que vivem na mesma casa e, por outro, muda o valor atribuído a cada membro. Antes, numa família de cinco pessoas (dois adultos e três crianças), dividia-se o total dos rendimentos pelos cinco. Agora, o segundo adulto passou a valer 0,7 e as crianças 0,5 cada. Naturalmente, o rendimento per capita sobe. E muitas famílias a viverem de facto uma situação da pobreza ultrapassam a fasquia que as exclui do acesso a muitas prestações sociais.

Além desta medida, também em vigor desde 1 de Agosto, o valor máximo do subsídio de desemprego recuou para 75% do salário líquido anterior e os desempregados poderão ser obrigados a aceitar uma oferta de emprego nesse valor, ou seja, perdendo um quarto do salário líquido que antes auferiam. Trata-se de mais um convite para que o patronato baixe os salários. E coloca o governo do PS em sintonia com a ideia central dos economistas conselheiros de Passos Coelho: os trabalhadores portugueses estariam a ganhar entre 10% a 30% a mais do que deviam.

O afã de Sócrates e Teixeira dos Santos em tirar o dinheiro dos trabalhadores que descontaram do seu salário para terem direito a ajuda na hora de dificuldades, contrasta com a generosidade com que entregam o dinheiro dos contribuintes à banca privada. O recente caso do “salvamento” do BPP é disso exemplo. O Estado garantiu com dinheiros públicos um empréstimo dos maiores bancos privados ao BPP, alegadamente para “salvar” o banco. Todos sabiam que o BPP ia falir, mas Teixeira dos Santos e Victor Constâncio asseguraram que os activos do banco serviam de contra garantia ao aval público e avaliaram-nos em 672 milhões. Resultado da operação: o BPP faliu mesmo, os bancos privados foram buscar os nossos 450 milhões e agora o Estado tenta adiar a execução da contra garantia do BPP, composta em parte pelo chamado “lixo tóxico” cujo valor se evaporou há muito tempo. Enquanto os milhões trocavam de mãos, os depositantes do BPP não viram nem um cêntimo, mas o gigante da banca JP Morgan pôde cobrar os 200 milhões que emprestara ao banco de Rendeiro, Balsemão, Saviotti, Vaz Guedes e outros accionistas milionários.

Estes 450 milhões, como os 2,2 mil milhões atirados para o buraco sem fundo do BPN e as centenas de milhões em impostos não cobrados à banca e em transferências de capitais para off-shores que não são taxadas, todos somados permitiriam apoiar quem mais precisa e investir na economia para criar emprego qualificado e com direitos. Mas nem Sócrates nem a oposição de direita têm qualquer interesse nisso. Basta olhar por onde anda quem governou o país nos últimos 30 anos para perceber que em vez de governos tivemos autênticos Conselhos de Administração do PSI-20 em trânsito pela política.

In: Esquerda por: Luis Branco

 
Saúde em Portugal cada vez mais doente PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
17-Aug-2010

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O Ministério da Saúde e a Administração Regional de Saúde do Norte mantiveram ontem o silêncio em relação ao fecho dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) das Misericórdias. A ausência de respostas levou ontem o CDS-PP a anunciar que iria requerer a audição da ministra da Saúde, Ana Jorge, no Parlamento. Na festa do Pontal, o líder do PSD Pedro Passos Coelho criticou o facto de a tutela e a ARS estarem a atirar a responsabilidade uma para a outra.

O DN noticiou que dois dos dez SAP do Grupo Misericórdias Saúde já viram dois contratos serem rescindidos, pondo fim à oferta de serviços a mais de 80 mil utentes das regiões de Vila Verde e Póvoa do Lanhoso. Mas cerca de metade já receberam o aviso do fim destes acordos. Há pelo menos três meses que devia ter saído a portaria com os preços a pagar e os actos que as unidades das misericórdias teriam de fazer para o SNS, razão que tem levado o CDS a questionar o Governo regularmente.

Ontem, na sequência do fecho dos SAP, o líder parlamentar Pedro Mota Soares anunciou que iria requerer uma audição da ministra e do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, na Assembleia da República. "O CDS vê com muita preocupação o que se está a passar entre o Governo e as Misericórdias", disse à Lusa.

Além de referir atraso da portaria, referiu ter tido conhecimento de que "não só o Governo não está a fazer mais, utilizando as capacidades instaladas das Misericórdias, como, pelos vistos, se prepara para revogar o conjunto de acordos que estão estabelecidos para salvaguardar os SAP prestados em unidades das misericórdias em sítios onde o Estado não tem estes serviços".

Já Pedro Passos Coelho recordou que as misericórdias já tinham feito investimentos em equipamentos contando com a procura de utentes do SNS, que agora é impedida, a menos que o utente pague entre 20 e 25 euros. E lamentou que, apesar dos compromissos assumidos, se estejam a fechar serviços do sector social. E sublinhou que não se está a falar do sector privado, mas do social, que é património do País.

Mota Soares afirma que "vai exigir ao Governo o cumprimento da sua palavra, tendo a noção de que estamos a defender uma população mais idosa, com dificuldade no acesso a cuidados de saúde".

Ontem, Bloco de Esquerda, CDS e PSD admitiram surpresa com o facto de se estarem a encerrar serviços quando não foram criadas alternativas às populações afectadas, já que são especialmente carenciadas.

 
Requiem por uma soldada da paz PDF Imprimir e-mail
Por deAutor   
16-Aug-2010

5.jpgJosefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica,trabalhadora de supermercado em part-time   e bombeira voluntária.

Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos.

Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes.

- Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis;

- Se é cantora, mostra o futebolista com quem namora;

- E se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.

Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.

Daí não a conhecermos, à Josefa.

Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela:

"Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."

Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar...

Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça.

A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente,nem trato aqui.

Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.

Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

Recebido por email:  de José Dias

 
Definitivamente, Portugal bate no fundo, está a saque PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
12-Jul-2010

portugal.jpgNão há volta a dar à coisa, definitivamente, este país está cada vez mais a saque, ao deus dará, entregue ao abuso e às arbitrariedades de um poder, cujos protagonistas com sérias responsabilidades na gestão dos destinos de um povo,  já nem sequer disfarçam e atalham a seu belo prazer, pelos caminhos do amiguismo, do compadrio e da burla a uma sociedade, cujo erro maior que cometeu, foi confiar nesses manéis.

Estamos perante mais um triste exemplo do desespero dos membros deste governo, que perante a perspectiva de serem desalojados no curto prazo, não olham a meios para garantir os seus próprios futuros, mesmo que de forma fraudulenta.

Mais uma vez e à semelhança de outros exemplos da mesma instituição à muito denunciados, aí temos de novo o IEFP no centro do trama. Ou seja, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, é cada vez mais a "Quinta da pouca vergonha" deste governo socialista, que já nem sequer disfarça quando se trata de  continuar a garantir poisos para amigos.

A notícia que agora salta à estampa, tem a ver com a última decisão de sua senhoria o "maioral" mor na secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional,  que nomeia ao arrepio um ex-assessor dos tempos da secretaria de Estado da Educação,  um professor sem nenhuma preparação ou competência, para o cargo de delegado regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) na zona Norte do país, apenas para garantir o futuro ao dito, como pagamento de algum favor feito nos velhos tempos.

A decisão foi anunciada na passada sexta-feira pelo próprio  "maioral" que agora é secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, à actual equipa directiva da delegação regional do Norte do IEFP.

Esta equipa,  liderada por gente competente e conhecedora da especificidade da função,  ainda "a meio do mandato",  tem de deixar o trabalho que estava a efectuar, para ceder as cadeiras aos amigos do titular da Secretaria de Estado, cujas  "únicas competências que se conhecem, são o amiguismo e o compadrio".

Estamos entregues aos bichos, como diz o povo com toda a sua sabedoria. estamos condenados ao descalabro total,  com exemplos destes, cada vez temos mais a certeza de que  estamos próximos de bater no fundo, desgraçadamente Portugal é um país a saque, não há CE que nos salve.

 
PDC a santa aliança entre J. Sócrates e P. Coelho PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
04-Jul-2010

partido_do_centro-250.pngPorque será que toda esta parafernália de acordos, desacordos, simulações,  acusações e combinanços  entre PS e PSD, entre o governo e os seus habituais  inimigos fidagais, nos cheira a fraude?  Onde será que já vimos do mesmo em outras ocasiões? 

O trágico em toda esta história, é que estes maiorais ainda não perceberam que o Zé da Rua deixou de estar disponível para engolir todas as patranhas que insistem em nos  impingir, como se estivessem a tratar com meninos de coro.

O folclore que o "PDC" (Partido do Centrão) fruto da aliança entre os Neo Liberais do PS e PSD, tem alimentado como se de um  guião novelesco se tratasse, numa tentativa de disfarce dos pactos secretos entre novos e antigos líderes, a única coisa que pretende, é confundir, para melhor poderem reinar, enquanto isto durar. 

Só assim de entende esta vergonhosa troca de insultos e acusações sempre que avançam nas ditas negociações, quando se percebe no brilho dos olhos de cada um deles, os indisfarçáveis momentos de prazer que desfrutaram em secreto.

O papel que este PSD agora liderado por um mocinho, que já demonstrou ser um perfeito executor de recados, segundo as ordens dos velhos Barões, ansiosos por se aproveitarem da conjuntura, para abocanharem os restos que ainda andam por aí espalhados, é no mínimo deplorante,  ao não ter visão nem massa cinzenta na caixa das cornetas, para perceber, que continua a embarcar que nem tonto, no "jogo dos da rosa", ao darem-lhe ( a ele PCoelho) o previlégio de ser mais "socratiano" que o próprio J.Sócrates,  no apertar do garrote ao povo português.

Já no que se refere ao PS, esta ânsia de protagonismo do novo líder laranja caiu como mel, porque à falta de bóias que lhes permitissem continuar a navegar entre ruínas, sempre é melhor ter um PSD ao colo para lhes aquecer os tomates e boiarem,  do que não ter nada e afundar sem apelo nem agravo, por falta de ar para se manterem à tona.

Entretanto um aspecto já é mais do evidente no enredo desta nova novela de paixões encapotadas, cujo guião já se vai percebendo melhor, os dois grupos vivem para já  de "sexy em sexy party´s", só não sendo ainda possível, descortinar quem dorme com quem, mistério que em breve também será desvendado. 

Que comem à mesma mesa já sabemos. Que o objectivo principal é comum, também já entendemos, só ainda não descortinamos, como é que depois se livrarão do lixo que entretanto vão gerando, a não ser que estejam a pensar em deixar o barco, quando já não houver nada para abocanhar e os rombos sejam impossíveis de tapar.

Começou tudo pelo PEC, agora temos as portagens, a seguir virão novos cortes sociais, entretanto o desemprego vai crescendo terrivelmente, a fome vai alastrando e as falências empresariais e familiares, sucedem-se, apesar do anúncio televisivo feito pelo próprio J.Sócrates (o optimista) de que Ford de Palmela tem previsto empregar mais 300 trabalhadores, para além da esperança que acalenta lá bem no fundo, de que ao ritmo de seiscentos novos milionários por ano, ele será salvo.

Se a profecia se realizar,  J.Sócrates ainda vai ser a nova Rainha Dona Amélia do século XXI, só que na Ericeira já não à cais de acostagem para a fuga, por isso Figo Maduro está mais à mão, até porque fica muito mais perto da Lapa, o que também servirá para Passos Coelho aproveitar a boleia e desaparecerem os dois, incapazes de encarar o destino que lhes está reservado, na galeria dos maiores  fracassos  e vigarices, de que há memória em Portugal, depois do Vale e Azevedo.

Carlos Santomor

 
José Sócrates o optimista do "Confundiciunismo". PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
03-Jul-2010

jose-socrates-maca-envenenada.jpgO Primeiro Ministro J. Sócrates continua a confundir-se a si próprio ao pretender comparar  uma fábrica de automóveis, com um país, carregado de assimetrias, de injustiças, de diferenças sociais e económicas que ele em particular tem agravado sistematicamente, fruto da sua própria incapacidade governativa, apesar do esforço por tentar mascarar  a falta de neorónios com as mais alucinantes incongruências, só possíveis por quem está completamente desfasado da realidade do seu próprio país.

Declarar que "Não há melhor notícia para a economia portuguesa e para o emprego em Portugal", usando as perspectivas de produção da Autoeuropa para 2010, precisamente no dia em que o desemprego neste país atingiu o seu máximo de sempre, é a mais completa demonstração de que o senhor  está a precisar de consultar urgentemente um oftalmologista e já agora, convinha que também passasse pelo otorrinolaringologista.

O que não se consegue perceber, é esta insistente desfaçatez, de quem com responsabilidades ao mais alto nível, obrigado a falar verdade, a trabalhar mais e falar menos, chegue ao ponto de perante números claros e efectivos, emitidos por entidades idóneas, longe das manipulações dos nossas estatísticas,   insista num falso optimismo, numa tentativa de mascarar uma realidade, que já nem de estatísticas precisa, quando é visível o estado anémico que se nos depara a cada esquina.

Querer elevar o sucesso da Auto Europa ao nível nacional, procurando confundir as consciências, tipo banqueiro de póquer que baralha e dá de novo, sem nunca saber quais são as cartas que vem a seguir, é no mínimo ridículo, mais um Bluff, a juntar ao já extenso portfólio do actual primeiro ministro, rico nessa variante do engano.

Para J. Sócrates,  os dados da fábrica de Palmela que apontam para um crescimento, em 2010, de 15% face ao ano de 2009, com a construção de cerca de cem mil automóveis e que num contexto de expansão fruto da reputação da marca e da dinâmica da casa mãe, vai empregar 300 novos trabalhadores e o país está salvo, podemos proclamar aos quatro ventos, essa enorme vitória, que nos vai desviar a todos, das misérias em que já chafurdamos.

Mas…  porque será que no final, nos fica esse amargo sabor a fraude, uma vez que continuamos a não ter acesso à carrinha milagreira, para dar a voltinha ao quarteirão e festejar a vitória, como faz o actual PM o nosso campeão do optimismo… ou será do "Confundiciunismo"?

 
PSD embarcou na ardilosa rasteira do governo PS PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
27-Jun-2010

tiro-no-pe.jpgO líder do PSD (Partido Social Democrata) continua a fazer papel de "Rapaz dos Barões" neste simulacro de oposição ao governo de José Sócrates, que mais uma vez levou à melhor, num jogo que toda a gente percebeu, menos o "Iluminado" líder laranja, que se deixou embarcar no "desafio dos tontos", dando ao Governo aquilo que nem Sócrates tinha tido coragem de avançar, para além do argumento futuro que o PS utilizará,  de que se pagamos SCUDS em todo o país, a culpa é do PSD  e do seu gabinete de inteligentes, que assim o exigiram.

O PS estendeu o tapete a Passos Coelho e este  embarcou no jogo, protagonizando mais uma vez o filme "Faz de Líder" com todo o prejuízo que acresce para os portugueses,  que continuam a ter de pagar a factura e a afogarem-se no lamaçal de porcaria, alimentado por esta associação disfarçada entre PS e PSD

O episódio das Scuds em Portugal, foi dos ardis mais bem conseguidos pelos estrategas do PS que incapazes de avançar para o pagamento em todas as Scuds, antevendo o "Laréu" que a coisa daria a nível nacional, lançaram o isco do pagamento nas scuds do norte, sabendo que iria haver rebelião e que no imediato, o argumento de ou "pagam todos ou não paga ninguém" surgiria como mel, para atrair o PSD à armadilha.

Claro… e como não podia deixar de ser,  não foi preciso quase nada, até porque Passos Coelho, acabou por ter  a ajuda dos pesos pesados  laranjas, que desde o norte nos surpreenderam pela negativa, ao não perceberem que estavam a ser usados pelos cérebros da  "Rosa" e de reacção imediatista,  incapazes de pararem para avaliar o jogo dos Neo Liberais sob a sigla do PS e caíram como tordos, empurrando o seu próprio líder que nunca teve uma grande "Caixa de Coiratos", para uma iniciativa que agrava ainda mais a debilidade de regiões e cidadãos, que se pouco tinham, ainda ficam com menos.

É obvio que Passos Coelho, que nunca foi capaz de ver mais longe, aproveitou imediatamente a boleia, aliás à semelhança do que fez com o PEC e voltou a apertar o "garrote" que nos sufoca, sem que tenha havido na LAPA, uma única alma capaz de perceber,  que era exactamente isso que Sócrates e o seu PS "Neo Liberal",  estavam à espera.

Ou seja, Sócrates concretiza deste modo o projecto do pagamento em todas as scuds do país, simula que cede à vontade ao PSD, deixa para este o ónus dessa responsabilidade e apresenta a  factura  aos portugueses, penalizando ainda mais toda a economia, sobretudo daquelas regiões que lutam,  por se manter a navegar com os parcos meios de atracção e desenvolvimento que detêm.

Enquanto isso, José Sócrates e o seu PS seguem em frente cantando e rindo de gozo, por terem "comido" o PSD a seu belo prazer, descarregando-lhe no útero o seu sémen mais do que contaminado, e concretizado o principal objectivo, nesta escaramuça de galos, cuja única coisa que fazem bem, é lixar-nos a vida, sufocando-nos  sem dó nem piedade, enquanto se banqueteiam e vivem que nem Lords, num show promíscuo de falsos amantes, em condomínios privados e muito exclusivos.

Do outro lado, os portugueses, o povo deste país,  bate-se num estado de fraqueza tal, que no curto prazo,  em vez de casa, terá de começar a pensar em pedir empréstimos para  comprar "campas", se a coisa não muda rapidamente...

Carlos Santomor

 
Mário Lino o mais recente na Loja dos Mamões PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
21-Jun-2010

premios-legislatura-mario-lino-jamais-digas-jamais.jpgMário Lino, o famoso inventor  do deserto português, ex ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, é o mais recente elemento da "Loja do Mamões", a conhecida  "Lista" dos oportunistas políticos, um albergue que incorpora, gente com lata e sem vergonha,  cuja única missão de vida, é tratar do próprio corpinho, da barriguinha,  da conta pessoal, do seu, porque o povo e o país, nunca foram missão.

A recente nomeação deste senhor,  um engenheiro  civil sem obra ou inteligência, que nos últimos anos tem vivido única e exclusivamente à custa do tesouro público, autor de algumas das maiores anormalidades do anterior governo capitaneado por  José Sócrates um velho amigo, é agora recompensado com a presidência do Conselho Fiscal, do grupo de seguros e saúde da Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado.

Esta é mais uma demonstração do oportunismo que norteia esta leva de Socialistas, todos na órbita de José Sócrates, cuja única missão que os motiva,  é o pessoal, o particular, o seu, completamente sem vergonha, ao ponto de já nem disfarçarem os seus objectivos políticos, mandando para a calendas,  a já de si fraca imagem que aportam, de seriedade, honradez, idoneidade e respeito por uma nação, que nunca foi pertença do Partido Socialista.

A nomeação de Mário Lino, um dos ministros mais incompetentes do anterior  governo de José Sócrates, é a mais clara evidência, de que os actuais senhores do poder,  nunca tiveram em mente servir um país, mas sim servirem-se a si próprios, repartirem entre compadres, tachos e mordomias, banqueteando-se em festivos e alegres bacanais, pagos por um povo, cada vez mais empobrecido e único destinatário da factura final.

Com mais este novo elemento, a "Loja dos Mamões", o Clube dos amigos particulares de José Sócrates ficou mais rica e o seu líder, o actual primeiro ministro, terá razões para se sentir um homem feliz, por ter cumprido a promessa feita ao desenhador da margem sul, as únicas promessas que é capaz de concretizar, porque aquelas que faz a quem nele confiou, votou e elegeu, essas, nunca foram para cumprir.

O governo de José Sócrates encontra-se no apogeu do desnorte, à semelhança de alguns exemplos históricos, também este governo, vê chegado o momento de garantir futuros seguros, aos amigos e parceiros, não vá o diabo tecê-las e as portas de S. Bento, deixarem de repente de se abrir, para os actuais inquilinos, à semelhança do que aconteceu com um tal Miguel de Vasconcelos, por isso, é essencial e enquanto é tempo, reforçar a Lista dos Mamões, o Clube dos "Bem de Vida" socialista, todos com o amanhã garantido, muito pouco preocupados, se nos entalam para o resto das nossas vidas, porque essa é a sua missão de vida.

Carlos Santomor

 
Cavaco Silva o presidente dos ratos de sacristia PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
20-Jun-2010

cavaco-silva-na-turquia.jpgDiz o velho Sábio de Riba Sova que a grandeza de um homem se mede pelos gestos e acções que protagoniza ao longo da vida. Ao homem que quer ser grande, não basta parecê-lo é preciso sê-lo.

O princípio aplica-se a toda a gente, mas é especialmente dirigido, aqueles que pelos cargos que ocupam, pelas responsabilidades de que são investidos,  são obviamente alvos de uma redobrada atenção pela opinião pública, sempre na expectativa dos melhores exemplos.

A ausência de um representante da Presidente da República Portuguesa, nas cerimónias fúnebres de José Saramago, foi o transformar em certezas, das dúvidas que nos acompanhavam há muito, acerca do verdadeiro carácter do inquilino de Belém, cuja natureza ficou bem patente, ao não conseguir disfarçar as fragilidades que o afectam.

O que se exigia no dia de hoje a Cavaco Silva, o homem que ocupa  a cadeira do mais alto magistrado desta nação, é que fosse capaz nesta hora, de colocar de lado os seus ódios de estimação, os rancores que arrasta consigo, os compromissos com certas capelas e cumprisse o papel para que foi eleito, ser o presidente de todos os portugueses e não apenas de alguns.

O actual senhor presidente,  até nem precisava de ter estado presente, afinal não fez lá falta nenhuma, mas o inaceitável, é que nem sequer se tenha dignado  mandatar um funcionário da sua casa civil, ou tão simplesmente o "forneiro" do Palácio de Belém,  para representar a instituição "Presidência da República", que essa sim, é de todos nós os portugueses, independentemente de ideologias, pesos, crenças, lojas, raivas ou ódios..

A demonstração de pequenez  e insignificância, que Cavaco Silva deu hoje à sociedade portuguesa, no dia do funeral de José Saramago, é a confirmação de que elegemos um Presidente da República, que afinal não o é de todos os portugueses, se-lo-á talvez de alguns, dos ratos de sacristia, os amigos predilectos, daqueles que lhe ensinaram a proclamar cinicamente,  que é o presidente de portugal.

Mas ainda bem que assim foi, deste modo até somos capazes de agradecer ao senhor, pelo facto de nem sequer ter medido a dimensão da sua decisão, ao dar este fantástico tiro no pé e esclarecendo-nos definitivamente, a partir da qual ficamos com a certeza, de que não é o presidente que queremos para os próximos anos.

 Carlos Santomor

 
José Saramago deixou-nos sem pontos nem vírgulas. PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
19-Jun-2010

josesaramago.jpg

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura 1998

Morreu o escritor que inventou Blimunda

Foi serralheiro e funcionário público. Comunista. Amado e detestado. Começou a viver da escrita passava dos 50 anos. Conheceu Pilar já sexagenário. Recebeu o Nobel da Literatura – o único dado à língua portuguesa – aos 76 anos. Partiu ontem. Sem “nenhuma esperança”. De “mão dada” com a criança que foi numa aldeia do Ribatejo.

In: Público

 
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