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Zetas e Guirinduns, rabiscadas por opineta, com frazetas mas sem triscos, parafraseando o de ontem e de hoje, quando a flipa bate forte, provida da cismeira causada por pitos e gabéus, perdigotas da polÃticada, doutos no ofÃcio do engano, saboreadores da borregada dos trisos, concios de que nada virgará, de tantas e palavrosas prometas.
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Conforme o tempo passa e se vai destapando o baú da "mixórdia" do actual governo, neste que tem sido o reino de Sócrates e companhia, mais se vai ficando a saber, sobre os estratagemas usados para contornar a lei, enganar as entidades fiscalizadoras e facilitar a corrupção, abrir deliberadamente o caminho às vigarices com os grandes negócios, leia-se PPP (Parcerias público privadas).
Descobre-se agora numa auditoria, que os juÃzes do Tribunal de Contas foram induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros. A denúncia consta de um relatório de auditoria à s parcerias público-privadas rodoviárias, que vai ser aprovado na próxima semana.As auto-estradas lançadas pelo governo só passaram no tribunal de contas porque foi sonegada (escondida) informação aos juÃzes. Em causa estão cinco subconcessões feitas pela Estradas de Portugal, em representação do Estado, no valor de 10 mil milhões de euros. A auto-estrada transmontana, no valor global de 1692 milhões euros. A sub-concessão douro interior, de 2846 milhões euros. Baixo alentejo com 1996 milhões euros. Algarve litoral, com 1634 milhões euros. E litoral oeste, com um custo global de 1847 milhões.
O Tribunal de Contas começou por recusar o visto a todos estes contratos, porque as propostas finais das empresas eram mais caras do que as levadas a concurso. A Estradas de Portugal voltou à carga com segundos pedidos de visto, após renegociação dos contratos, mas sonegou informação aos juÃzes, relativa a significativas compensações financeiras aos bancos e à s construtoras privadas. Essa informação só agora foi detectada, em sede de auditoria à s parcerias público-privadas reguladas pelo instituto de infra-estruturas rodoviárias: «Estes acordos financeiros com as concessionárias não integraram os documentos que instruÃam os processos de visto». O juiz relator da auditoria, que deverá ser aprovada na próxima quinta-feira, escreve que os protocolos com a banca e com as construtoras que foram sonegados ao tribunal são ilegais: «Estas compensações não resultam de qualquer clausulado contratual ou disposição legal, pelo que carecem de fundamentação jurÃdica». Traduzindo: sendo tais compensações ilegais teriam forçosamente levado o tribunal de contas a um segundo chumbo das concessões rodoviárias. Ou seja, o Estado assumiu compromissos de dez mil milhões de euros passando por cima do tribunal de contas. Avelino de Jesus, o membro da comissão de avaliação das parecerias público-privadas que se demitiu acusando o governo de esconder informação, espanta-se pela mesma ser negada aos próprios juÃzes das contas públicas A informação sonegada ao tribunal deverá agora ser comunicada ao Ministério Público, para instauração de inquérito criminal, e poderá dar lugar a multas avultadas aos responsáveis, como de resto os juÃzes que concederam os vistos avisaram em devido tempo. Fonte: TVI
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| Actualizado em Quinta, 09 Junho 2011 11:52 |
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