Podemos viver num estado democrático, mas apenas de fachada, porque se a essência da democracia está precisamente na transparência, não se percebe porque é que os nomes dos polÃticos que pedem ao Estado a atribuição das "chorudas" pensões mensais vitalÃcias, passaram a fazer parte de uma lista secreta, muito pouco democrática.
Esta pode ser de rir à gargalhada, mas não deixa de ser preocupante, se tivermos em conta que uma decisão desta natureza, só garante a continuidade da corrupção instituida, protegendo os sangessugas do tesouro, com o aval da própria assembleia da república, leia-se a notÃcia:
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), cujo presidente é eleito pelos deputados, considera que a subvenção vitalÃcia não é uma informação pública. Por isso, a Assembleia da República, que até há pouco tempo divulgava os nomes dos beneficiários dessa regalia, está agora impedida de o fazer, avança hoje o Correio da Manhã.
A decisão da CNPD, organismo presidido por LuÃs Silveira desde 2001, não protege só os beneficiários da pensão vitalÃcia: os nomes dos polÃticos que solicitem a atribuição do subsÃdio de reintegração, pago aos polÃticos que cessam os cargos e ficam no desemprego, também não podem ser divulgados. E o montante do subsÃdio não pode também ser público.
A Assembleia da República, em resposta à s questões do jornal, é categórica: "Relativamente à indicação nominal dos senhores ex-deputados que solicitaram quer a subvenção mensal vitalÃcia quer o subsÃdio de reintegração a Comissão Nacional de Protecção de Dados, na sua deliberação nº 14/2011, considera que as informações respeitantes a esta matéria são dados pessoais, não públicos, pelo que não é possÃvel responder à s questões colocadas".
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