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Zetas e Guirinduns, rabiscadas por opineta, com frazetas mas sem triscos, parafraseando o de ontem e de hoje, quando a flipa bate forte, provida da cismeira causada por pitos e gabéus, perdigotas da polÃticada, doutos no ofÃcio do engano, saboreadores da borregada dos trisos, concios de que nada virgará, de tantas e palavrosas prometas.
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Os negócios de corrupção sucedem-se a todo o vapor, com o destapar dos lenções e a denúncia de gentinha, que nos diferentes orgãos do poder, coloca a ganância e amoralidade, acima da missão que deveriam cumprir, quando se encontram em funções de decisão e poder, utilizando os bens públicos em seu próprio proveito e elevando o crescente descrédito, relativamente aos servidores do Estado.
Vejamos mais um exemplo de um desses casos, como revela o Semanário "SOL", na sua última edição. A Estamo, sociedade responsável pela compra e venda de imóveis do Estado, alienou em Novembro de 2004 os terrenos do antigo Hospital de Arroios – um imóvel já muito degradado, em Lisboa – por 11,2 milhões de euros, a duas empresas do grupo Fibeira. No mesmo notário e imediatamente a seguir, o terreno localizado na avenida Almirante Reis foi revendido por 21 milhões de euros a uma sociedade imobiliária espanhola (a Reyal Urbis). Quatro dias antes destas operações, a Câmara de Lisboa aprovara a construção de habitação e comércio no terreno do antigo hospital quando este ainda era propriedade da Estamo. Este facto poderia explicar a diferença de valores, mas, mesmo assim, o preço pago pelos espanhóis levantou dúvidas à Inspecção-Geral de Finanças (IGF). Segundo este organismo, que investigou o caso em Junho de 2010, o valor de 21 milhões de euros «ultrapassou largamente, em cerca de 48%, o valor máximo de mercado disponÃvel para a zona» naquele momento – lê-se no relatório da IGF a que o SOL teve acesso. Corrupção e fraude fiscal, entre outros O actual presidente da Estamo, Francisco Cal, nega peremptoriamente a possibilidade de ter havido pagamento de ‘luvas’, mas o valor sobre-avaliado pago pela Reyal Urbis levantou suspeitas, tendo a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) enviado toda a documentação para o Departamento de Investigação e Acção (DIAP) de Lisboa. No departamento liderado por Maria José Morgado estão agora a ser investigadas suspeitas de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais e peculato.
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| Actualizado em Segunda, 31 Outubro 2011 10:46 |
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