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Submarinos que se afundam no nosso desespero |
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Por Carlos Santomor
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10-Apr-2010 |
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O caso dos
submarinos é o paradigma da irresponsabilidade e do oportunismo de alguns dos principais políticos portugueses da actualidade, sobretudo daqueles que se tem deliciado com as
iguarias proporcionadas pelo poder, pouco ou nada preocupados com o rumo deste
país, a quem o mar vai comendo a terra.
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Actualizado em ( 17-Apr-2010 )
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Com ou sem estudos a Corrupção continua à solta |
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Por Carlos Santomor
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08-Apr-2010 |
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Há quem pretenda
fazer deste país um assunto sério, disso não temos dúvidas, só que entretanto e
logo a seguir, aparece sempre alguém cujas acções, desmentem por
completo o sonho do rumo certo e somos confrontados com uma realidade
que nos leva a pensar, que afinal não
passamos de um país tipo faz de conta. E a certeza instala-se.
Será que temos mesmo
de dar razão ao Galego da taberna de Riba Sova, que quando quer irritar um
cliente, diz que somos um país mal talhado e que todo este desnorte é uma
vingança do destino, por causa da
traição de Don Afonso, que começou por bater na mãe, para inventar uma nação?
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Actualizado em ( 17-Apr-2010 )
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J.Cravinho: “falta de vontade política” no combate à corrupção |
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Por WebMidia
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28-Mar-2010 |
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Com
toda a autoridade de quem já foi ministro, conhece o aparelho por dentro, apresentou projectos que viu serem
recusados pelo próprio partido, para além do posicionamento que
tem tido desde sempre face ao tema, João Cravinho, afirmou no passado
sábado em Gaia que "falta vontade política", para combater esse
fenómeno que mina as estruturas sociais e políticas, comprometendo seriamente o
futuro dos portugueses, sobretudo porque a sociedade está adormecida ou inoperante,
face às grandes ameaças que a corrupção traz à vida colectiva.
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Actualizado em ( 10-Apr-2010 )
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Corrupção: Algo vai mal no reino parlamentar do PS |
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Por Carlos Santomor
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07-Feb-2010 |
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Algo vai mal no
reino parlamentar do PS. Dizem as notícias que chegam a Riba Sova que a
iniciativa de alguns deputados daquele grupo parlamentar, que se preparavam para apresentar um projecto de lei contra a corrupção e que foi divulgado na
imprensa a des-tempo, provocou uma fortíssima reacção do líder do grupo, que
se sentiu tocado, ultrapassado e desautorizado.
Don Francisco
Assis, sem "de", o caudilho
parlamentar do PS, ficou de tal forma incomodado que não se conteve e como já é
seu hábito, estrebuchou por todos os
poros, ergueu o braço, esticou o indicador, apontou e gritou bem alto um sonoro "Não".
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Actualizado em ( 12-Feb-2010 )
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Moita Flores: Uma conversa torta |
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Por deAutor
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31-Jan-2010 |
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Quando o tema da
corrupção vem à baila, são poucos aqueles que não têm opinião. E a maioria
opina para dizer disparates e soltar velhos e novos rancores, mas quase todos
pedindo meças ao património moral em que assenta o seu discurso, indignação,
insulto ou proposta.
Quem olha o
espectáculo à distância não deixa de perceber que o circo que se montou a
propósito dos crimes associados ao poder são tretas de muita parra e fraca uva.
A começar pelas eufóricas iniciativas partidárias apresentando mais este e mais
aquele crime, denunciando mais esta e mais aquela patifaria, algumas delas bem
longe de se provar que o sejam, apenas servindo para boa retórica e conversa
fiada.
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Actualizado em ( 07-Feb-2010 )
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PJ desmantela nova rede de sucateiros |
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Por Carlos Santomor
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17-Dec-2009 |
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A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à
Corrupção (UNCC), desmantelou mais uma rede de sucateiros responsáveis
por crimes de falsificação de documentos, fraude fiscal qualificada e
branqueamento de capitais.
Desta feita foram constituídos 30
arguidos - 22 individuais e oito empresas - que, entre 2001 e 2004,
terão lesado o Estado em mais de 32 milhões de euros.
O
esquema utilizado envolvia empresas portuguesas e espanholas, para além
de permitir o envio de dinheiro para contas abertas para offshores
sedeados nas ilhas britânicas de Man, Jersey e Guernsey.
Os
responsáveis por este crime (o Estado foi lesado em valores
respeitantes a IVA, IRS e IRC) são uma família de cinco homens (pai,
filhos e um irmão do primeiro), proprietária de uma empresa sedeada na
margem sul do Tejo.
Esta família, em conluio com os restantes
arguidos, também eles ligados ao ramo sucateiro, simulava transacções
de materiais que nem sequer existiam. Por vezes, nem as próprias
empresas (quase todas das imediações de Lisboa) exerciam actividade
real.
Os alegados vendedores da sucata emitiam cheques aos
compradores que estes acabavam por depositar. Depois, voltavam a
devolver as respectivas importâncias, mas já em numerário, sendo que
estas eram acrescidas de percentagens previamente estipuladas. Os
lucros destes negócios fictícios eram resultantes de devoluções do
sector fiscal.
Segundo apurou o PÚBLICO, a família que estaria
à frente deste imensa fraude (só os juros dos 32 milhões de euros
perfazem mais oito milhões) tentava dissimular os proveitos do crime
abrindo contas bancárias em paraísos fiscais nas ilhas britânicas,
nomeadamente nos arquipélagos de Jersey e Guernsey (canal da Mancha) e
ilha de Man.
No decurso destas investigações, a UNCC concluiu
que algumas das empresas agora referenciadas também já surgiam em
anteriores inquéritos que foram conduzidos, em 2006 e 2007, através da
Directoria do Norte da Polícia Judiciária. Essas empresas laboram,
sobretudo, na região de Leiria. Nessa ocasião, os investigadores
fizeram mais de 70 buscas e efectuaram 17 detenções.
A dimensão
das fraudes praticadas através das empresas sucateiras motivaram então
uma conferência de imprensa conjunta da Judiciária e das Finanças, com
o então director-geral dos impostos, Paulo Macedo, a alertar para os
prejuízos resultantes deste tipo de criminalidade, onde o controlo da
actividade é difícil de realizar.
No caso agora investigado pela
UNCC não há qualquer preso preventivo. O principal crime que terá de
ser provado em tribunal é o de fraude fiscal qualificada, o qual possui
uma moldura penal até cinco anos de prisão. O crime de branqueamento é
punido com um máximo de 12 anos, mas, face à lei em vigor desde há dois
anos, a sua condenação não pode exceder o máximo previsto pelo primeiro
crime (fraude fiscal qualificada). O sistema judicial em vigor não
prevê, fora do flagrante delito, que alguém fique detido
preventivamente por crimes punidos com penas de prisão inferiores a
cinco anos.
in: Publico
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