| Amenitu Haidar em risco de morte |
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| Por Carlos Santomor | |
| 16-Dec-2009 | |
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A longa lista de sintomas como a hipertensão, náuseas, anemia, atrofia muscular-esquelética e hemorragia gástrica, são na opinião do Dr. Guzmán, sinais de que ela está prestes a entrar num estado irreversível que poderá resultar na morte, mesmo que depois abandone a greve de fome. Mas abandonar esta greve é algo que Haidar não aceita, como activista dos direitos humanos, nomeada para o Prémio Nobel da Paz, ela insiste na sua postura reivindicativa, até obter o resultado que pretende e esse, passa única e exclusivamente pela autorização para poder regressar ao seu país. Haidar está em greve de fome no aeroporto de Lanzarote desde que foi expulsa do Sahara Ocidental, em 15 de novembro. Dois dias antes, ela tinha regressado à capital Sahariana, vinda de Nova York, onde fora para receber o prémio "CORAGEM" pela sua defesa dos direitos humanos. Como sahauri, Amenitu Haidar nunca reconheceu a soberania marroquina sobre sua terra natal, que foi ocupada ilegalmente, numa violação do direito internacional, há cerca de 34 anos. Marrocos ignorou desde sempre os seus numerosos "protestos registados no cartão de desembarque", mas desta vez, mudaram de estratégia e submeteram-na a um interrogatório, após o qual e perante a sua recusa em alterar o destino para Marrocos, no impresso em causa, retiraram-lhe o passaporte e expulsaram-na para as ilhas Canárias, que ficam a menos de 80 milhas ao largo da costa Africana. Espanha já ofereceu a Aminetu Haidar o estatuto de refugiada que entretanto alterou oferecendo-lhe mesmo a cidadania espanhola, para que ela pudesse ser autorizada a regressar a casa, mas Aminetu não aceitou nenhuma das opções, alegando que não quer ser "estrangeira na sua própria terra". Segundo a Human Rights Watch, a expulsão forçada da activista, violou o artigo 12 (4) do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP), ratificada pelo Marrocos e que deixa claro que ninguém pode ser arbitrariamente privado do direito de entrar no seu próprio país. Além disso, as autoridades espanholas ao não permitir inicialmente o regresso de Amenitu, violaram também o artigo 2 º do Protocolo n º 4 da Convenção Europeia para a protecção dos direitos humanos e liberdades fundamentais, onde se diz que todos são livres para sair de qualquer país.
Em
4 de Dezembro, depois de ter percebida a situação jurídica em que
incorria, Espanha preparou um avião particular para levar de volta a
activista para a capital do Sahara. Amenitu Haidar chegou a entrar
nesse avião e quando todos pensavam que ela tinha obtido finalmente uma
retumbante vitória, surgiu a desilusão geral, pois esse avião nunca
chegou a levantar vôo, devido à recusa das autoridades marroquinas, que
não autorizaram a aterragem do aparelho em qualquer dos seus
aeroportos.
A
deportação de Amenitu Haidar já foi condenada por governos, grupos da
sociedade civil e organizações de direitos humanos em todo o mundo, mas
só isso não é suficiente, porque reavivada que foi a questão
Sahariana, todos os cidadãos do mundo tem de olhar para aquela parcela
do globo, de forma muito mais activa, exigindo a reposição da
legalidade, condenando a injustiça territorial que ali se verifica e
que se prolonga no tempo, com a cumplicidade das Nações Unidas e das
forças democraticas do mundo inteiro. Imelda Gonzalez, uma das/os inúmeros militantes que se deslocaram a Lanzarote para oferecer apoio, declarou que Haidar é insubstituível. Segundo esta activista, "O Sahara Ocidental já teve demasiados mártires, não precisa de mais um. A morte de Amenitu seria uma perda trágica para o território e para o mundo, cujos líderes devem agir em conjunto, mas rapidamente, a tempo de salvar Haidar".
Entretanto
ao mais alto nível realizam-se um pouco por todo o mundo, reuniões que
podem não ser suficientes, se não houver acções concretas e imediatas,
uma vez que Amenitu Haidar está à beira da morte.
Fonte: Guardian |
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| Actualizado em ( 18-Dec-2009 ) |
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