| Copenhaga: O show de Chavez e Fidel Castro |
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| Por Carlos Santomor | |
| 20-Dec-2009 | |
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Nesta
cimeira tivemos oportunidade de assistir a um pouco de tudo. Por um
lado, alguns líderes verdadeiramente empenhados, outros e foram
bastantes, condicionados pelos parcos recursos que detém, quase sem voz
na matéria e por fim, como não podia deixar de faltar, tivemos também
os "líderes apalhaçados" que esgrouviados com a oportunidade de terem
ali algum protagonismo, baixaram ao ridículo e mandaram mais uma vez,
o que lhes restava de bom senso, para as urtigas.
Por fim temos aqueles que não podendo estar presentes, vem manifestar-se à posteriori, com opiniões suspeitas, que nos alertam os sentidos, quando os ouvimos atacar temas em que são verdadeiros campeões, por imporem nos seus países, uma obscuridade política sem precedentes, de longe muito mais assassina do que a atitude da Polícia Dinamarquesa, que cumpria o seu papel na protecção do evento.
Deixando
os resultados da cimeira, para os especialistas do clima, os únicos com
condições para avaliarem o deve e haver daquela, abordamos a postura e
atitudes de duas figuras, pelo perigo que encerram em si mesmas, cujo
apodo de líderes, lhes assenta com defeito, porque falamos de
ditaduras, de totalitarismos, liderados por uns a quem poder
transfigura completamente e outros, que vivem escudados no poder do
"medo" imposto ao povo.
Relativamente
ao primeiro, já nos vamos habituando ao filmes que monta, sempre
encabeçados por alguns dos mais ridículos atribios, com que brinda o
mundo. Achamos interessantíssima aquele seu aparte, quando em discurso
para quem o quis ouvir, se referia à acção da polícia dinamarquesa,
apelidando-a de repressiva e coroando a deixa, com um "Na Venezuela
nunca se viu nada assim"!
Realmente
Hugo Chavez tem razão, na Venezuela nunca se viu nada assim, porque lá
e como o comprovam as centenas de vídeos que correm na internet, feitos
por gente resguardada e envolvida nas diversas manifestações, a
polícia investe sobre os manifestantes, mas a tiro de espingarda e
pistola, o que efectivamente é muito diferente, mais grave e assassino.
Já
sobre a última "reflexão" de Fidel Castro, em que este ataca a cimeira
e os seus resultados, salta igualmente à vista, a acusão de que a
organização e as forças de segurança, humilharam os movimentos
sociais, as instituições científicas e outros convidados.
Que
moral tem estes dois compadres, o primeiro a cumprir sempre à risca as
lições e ordens do segundo, impondo ao povo venezuelano um dos futuros
mais sombrios de que há história naquele país e o segundo que
transformou a ilha de cuba numa verdadeira prisão, onde os movimentos
sociais, a incipiente imprensa livre e os opositores são barbaramente
atacados, presos sem julgamento, torturados e até mortos, às mãos da
sua policia politica a famigerada "seguridad del estado" , sem direito
a funeral pela família.
Desgraçadamente
também não houve ninguém com "eles (tomates)" no sítio, para responder
em devido tempo ao capitão da Venezuela, que às ordens do segundo, o
dono de Cuba, orientou à sua maneira a fanfarra da desgraça sul
americana, em Copenhaga.
A
política mundial que sempre primou pela mais completa hipocrisia,
continua apesar dos discursos e discursetas, a assobiar para o lado,
como se o que acontece presentemente na Venezuela e em Cuba, fossem
casos de outro planeta, onde os terrestres não tem acesso.
As
mortes e prisões arbitrarias sem julgamento, como aconteceu com o mais
recente caso da juíza que foi presa às ordens de Chaves, (que exige uma
pena de trinta anos) simplesmente porque aquela cumpriu o seu papel, de
julgar com justiça e independência, não servem de exemplo para os
políticos mundiais.
Ou
como acontece actualmente em Cuba, onde um cidadão pode ser preso
indefinidamente, sem culpa formada (Dr. Darsi Ferrer) e outros que sem
ter cometido qualquer crime, apenas porque a polícia política, decide
encarcerá-lo ao abrigo de uma chamada lei pré-delitiva, que segundo o
legislador, pode ser aplicada, sempre que as autoridades "suponham ou
suspeitem" que o indivíduo pode vir a participar numa manifestação a
defender os direitos humanos, escrever um texto a queixar-se da vida ou
a dizer mal do poder, que em Cuba é crime. A sociedade e os políticos mundiais, sobretudo os chamados líderes dos vinte principais, deveriam ter vergonha e mais respeito pelo ser humano, recusando-se a emparceirar e confraternizar com opressores da pior espécie, ditadores de primeira água, violadores permanentes da carta dos direitos humanos, só porque também lhes cheira a ouro, a esse vil combustível, que afinal tanto subverte ditadores, como proclamados democratas. Carlos Santomor |
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| Actualizado em ( 26-Dec-2009 ) |
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