Zetas e Guirinduns rabiscadas por opineta, de frazetas e sem Triscos, parafraseando o de ontem e de hoje, quando o flipa bate forte, provida da cismeira causada por Pitos e Gabéus, habitus perdigotas da políticada, doutos das mais palavrosas prometas.
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Ano X - Século XXI: Agressões aos Direitos Humanos PDF Imprimir e-mail
Por Carlos Santomor   
26-Dec-2009

liuxiaobo.jpgAproximamo-nos do décimo ano deste século XXI, que no virar do milénio, parecia augurar mais justiça e sobretudo respeito pelos direitos humanos, pela pressão prometida aos diversos poderes totalitários que no planeta, tem sobrevivido, suportados em leis repressivas e desumanas.

No entanto os atentados aos direitos  do ser humano, estão na ordem do dia, como aconteceu recentemente com Amenitu Haidar, a activista que foi obrigada a colocar a própria vida em risco,  para poder regressar à sua terra natal, ao Sahara Ocidental, um território anexado ilegalmente pelo reino de Marrocos, com o apoio e cumplicidade dos governos ocidentais, passando de deportada a prisioneira no seu próprio domicílio, onde continua cercada pela polícia política marroquina.

Hoje chegam-nos notícias da China, onde um tribunal de Pequim,  condena  com uma pesada pena de prisão,  um importante activista e dissidente político, Liu Xiaobo de 53 anos de idade, por exigir publicamente,  liberdade para os presos políticos chineses, tendo obtido como resposta, uma acusação de "subversão do poder estatal" e onze anos de reclusão.

Entretanto no Aeroporto de Tóquio um outro dissidente chinês,  Feng Zhenghu, reclama o direito de regressar à sua terra natal, Xangai, depois de já lhe ter sido recusado o regresso pela oitava vez, uma das quais, quando já encontrava em território da china

Um outro exemplo do autismo e da mais pura insensibilidade dos politicos, tem a ver com Cuba, o reino da família Castro, cujo regime continua a manter em prisão, condenados a penas de dezenas e dezenas de anos, centenas de presos políticos, alguns deles sem acusação formada, nos quais se incluem um sem número de jornalistas independentes, apenas por delito de opinião, ou por exigirem o respeito pela carta dos direitos humanos, recusando-se a pactuar com a repressão, imposta pelos irmãos Fidel e Raul Castro.

Exemplos vergonhosos de uma realidade bem conhecida nos quatro cantos do mundo, números de uma extensa lista, ensombrada por ataques e violações praticadas contra os cidadãos de inúmeros países, no qual se inclui a lusofonia.

No entanto e incompreensivelmente, são raríssimas as vozes que se levantam, na denúncia desses crimes contra a humanidade, surgindo muito raramente, uma ou outra a reclamar pontualmente, quando isso não colide com certos interesses políticos ou económicos.

No caso da China, de Cuba e mais recentemente da Venezuela, só para dar alguns exemplos, chega a arrepiar o cinismo e a hipocrisia de certas formações políticas, habitualmente paladinos da liberdade, mas cegos, surdos e mudos, quando se trata de denunciar, evitando colocar em causa, o seu reconhecimento junto desses governos totalitários.

Hoje precisamente, conhecida a notícia da cruel condenação de Liu Xiaobo, ou da presença de Feng Zhenghu no aeroporto de Tókio reclamando o direito de voltar ao seu país e até à denuncia dos violentos ataques de que são alvo, por parte das turbas do regime, as "Damas de Blanco" defensoras dos direitos humanos em Cuba, não se houve um som, uma voz, uma condenação mesmo que simbólica, desses atentados à vida humana. Porque será?

O que é que aconteceu aos velhos defensores dos activistas, que nos seus países arriscam a própria vida, em defesa da causa da liberdade?

O que é que aconteceu aos princípios de Justiça Social, cantados por certas forças, quando empunhavam as bandeiras da solidariedade?

O que é que aconteceu à honestidade política e à coerência, que em certas alturas é proclamada por oportunos arautos da carta dos direitos humanos?

Dez anos depois do início do segundo milénio, constatamos a mais completa indiferença por parte de forças políticas com responsabilidades nessa luta, para quem actualmente, as agressões aos direitos humanos em certos países, não merecem  sequer ser referenciadas.

Percebe-se que interesses maiores se erguem para esses cantadores, "activistas de etiqueta", que preferiram garantir o conforto dos cadeirões da conveniência, no  âmbito de nebulosos compromissos políticos!

Carlos Santomor

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