| José Sócrates arrisca o título de "Fantasista Mor" |
|
|
|
| Por Carlos Santomor | |
| 03-Jan-2010 | |
|
É complicado, porque para o cidadão comum, sobretudo para aquele que faz parte da longa lista de quase um milhão de desempregados, os discursos recheados de cenários de encanto e promessas efémeras, para além de não corresponderem à realidade, só contribuem para o descrédito dos seus próprios autores. Imagine-se o cidadão da rua, aquele que tem de contar a partir do dia 10, os míseros cêntimos que lhe sobram para manobrar até ao fim do mês e que continua a calcorrear os incertos e desesperantes caminhos do andarilho, em busca de uma solução que lhe permita sustentar a família, a ser confrontado com irreais declarações de sucesso, segundo a última exibição do nosso "Fantasista Mor", como já é conhecido em Riba Sova. Desgraçadamente, temos de continuar a levar com ele e a culpa continua a ser toda nossa, porque se tivéssemos sido capazes de avaliar friamente os erros que o senhor cometeu no seu primeiro mandato, de certeza que já não o teríamos agora em S. Bento, a tentar ludibriar-nos mais uma vez, com a sua retórica mais que falida. José Sócrates ainda não percebeu, que o esforço que faz para nos vender o seu futuro, já não cola, porque uma boa maioria de portugueses, sofre precisamente na pele, as consequências desse modelo de governação, que apenas privilegia os todo poderosos da santa aliança, enquanto numa mascarada carnavalesca, o inquilino de S. Bento, tenta mitigar a fome àqueles que se deitam de mesa vazia. José Sócrates ainda não percebeu que não é com guerras absurdas, tendo como alvo por exemplo o Presidente da República, que vai conseguir desviar a atenção dos portugueses, dos problemas concretos que os flagelam, enquanto ele se passeia de discurso em discurso, exibindo todo o seu cinismo, com pose de estadista sem jeito. José Sócrates ainda não percebeu, que portugal precisa urgentemente de medidas concretas que façam face à crise, que nos permitam respirar melhor e caminhar rumo aos índices dos restantes países da comunidade europeia, mas que sejam soluções efectivas e não promessas quiméricas. José Sócrates ainda não percebeu, que a utilização de lacaios, ansiosos por aparecerem na fotografia sempre que estala os dedos, para morderem a torto e a direito, não lhe acrescenta nenhuma respeitabilidade, porque até o Zé de Móinas, homem que em toda a vida só tratou das tetas às vacas, como bom leiteiro que era, já diz por aí, que os jogos e guerras do actual primeiro ministro, não são mais do que "patranhas", para se perpetuar ardilosamente no poder. E depois senhor primeiro ministro… um líder com talento, defensor dos ideais de abril, da democracia e do socialismo, tem de saber conviver responsavelmente com todas as forças políticas, democraticamente eleitas por um povo e não é apelando constantemente à vitimização ou tentando inventar crises que lhe permitam concretizar os planos conspirativos que tem em mente, que granjeará mais votos do mesmo povo, que se sentiu enganado, logo passados dias de o ter reeleito. E depois senhor primeiro ministro… é nesta versão de regime, que se vê se um político tem estaleca, capacidade e inteligência, para liderar os destinos de um país, com competência, verticalidade e sobretudo muita honestidade, recusando que lhe seja colado o título depreciativo, de "Fantasista Mor". Carlos Santomor |
|
| Actualizado em ( 11-Jan-2010 ) |
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|

![]() | 47 % | Brazil |
![]() | 27 % | Portugal |
![]() | 10 % | United States |
![]() | 2 % | Sweden |
![]() | 2 % | France |
![]() | < 1.0 % | United Kingdom |
![]() | < 1.0 % | China |
![]() | < 1.0 % | Germany |
![]() | < 1.0 % | Russian Federation |