| Orçamento de Estado combinado entre compadres |
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| Por Carlos Santomor | |
| 24-Jan-2010 | |
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Por isso e à semelhança do que se tem verificado nos últimos anos, somos mais uma vez confrontados com a falta de soluções inovadores e credíveis por parte de um PS panfletista, obrigado por isso, a negociar com aquele que diz (diz), ser o seu maior adversário político, o que nos vai custar os olhos da cara a todos nós. Esta panaceia intitulada de "negociação" que tem estado a decorrer, primeiro com o CDS e agora com o PSD, não passa de um simulacro de estratégias de uma qualquer partida de cartas entre compadres, que na rua se batem à estalada, para entre paredes, trocam beijos e juras de amor. Assistimos a jogos de fachada, com a encenação de reuniões muito cansativas e trabalhosas, numa tentativa de desviar as atenções dos acordos previamente combinados entre líderes, tentando fazer passar agora a ideia de que a coisa está a ser discutida taco a taco, em encontros com muita comunicação social à porta, para que o Zé saiba, que se estão a esforçar, sem no entanto, explicarem exactamente para quê! Mas sabemos… claro que sabemos, os senhores do dinheiro ficam com mais um ano de bom respiro, para continuarem a timonar a seu belo prazer, as vidas daqueles que tem explorado desde sempre, o PS de José Sócrates, continua a debitar discursos de prometas inconsequentes, a destruição do emprego em portugal agudizará num crescendo abissal, o número de pobres vai atingir níveis assustadores, de tal forma que as medidas pontuais deste governo no ataque à crise, serão automaticamente trituradas, pela avalanche do desespero, com consequências imprevisíveis. Dentro de um ano repete-se tudo de novo, mas com menos recursos, mais desmotivados, com intermináveis filas no desemprego e os senhores da pasta, os amigos do nosso primeiro ministro, felizes e contentes, porque voltaram a ter mais um ano com enormes mais valias bolsistas sem terem pago um tostão de imposto, com os elevadíssimos salários e prémios milionários que auferiram como gestores e patrões, com a renovação das frotas automóveis, melhores vidas em paraísos fiscais e com os benefícios de marajá. Entretanto nós por cá, o Zé Pequeno, assistiremos a novas promessas, falsos ataques políticos, discursos e discursetas, acordos e desacordos, actos de desespero, problemas sociais, pobres cada vez mais pobres, ricos ainda mais ricos, políticos incompetentes, crescimento do défice, um maior desalento e muito, mas muito mais desespero. É esta a sina de um povo, que voltou a deixar-se enganar por cantigas inconsequentes e que à semelhança daqueles que trocam as consequências pelo prazer de um pingo, também aqui e mais uma vez, portugal permutou quatro anos de sofrimento, por 20 dias de encantamento. Carlos Santomor |
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| Actualizado em ( 07-Feb-2010 ) |
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