| OS ALVOS DO PODER |
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| Por Carlos Santomor | |
| 01-Feb-2010 | |
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Parece que os senhores do poder na nossa praça, não se aguentam lá muito bem, quando batem de caras com algumas daquelas verdades, que os apanham no contra pé, sem que tenham a oportunidade de repintar a cena, não lhes dando tempo para inverterem o sentido ao texto e branquearem a descoberta, de algum novo cambalacho. Primeiro foram as promessas que não se cumpriram, depois vieram os fracassos nos objectivos, a seguir surgiram os erros de avaliação, agora é engulho na marcha atrás das grandes obras, entretanto desenham-se impostos, fazem-se acordos de oportunidade, reduz-se o tempo das reformas, aumenta-se a dívida externa, compromete-se o futuro, mas entretanto não se tem coragem para enfrentar os grandes "trustes" económicos ", para congelar o aumento das ajudas de custos aos gestores públicos, para travar a renovação das frotas, ou construir museus megalómanos, quando todos os outros vão caindo de velhice e mal trato. Mas nada disso é tão grave, como o perigo que enfrentamos, reflectido na "gana" corporizada numa desesperada tentativa de calar todas as vozes incómodas, as vozes daqueles cuja coragem, alicerçada na verticalidade e sentido ético, lhes chapam publicamente, com as verdades bem de frente, para a fotografia, SÃO OS ALVOS DO PODER. Primeiro foram as Manelas que eram agressivas e insistentemente incómodas, depois as inventonas de intriga entre entidades para distrair a malta, não se ficando por aí, porque pelo que acaba de chegar à praça, já tem na mira um senhor que dá pelo nome de "Mário Crespo", que é um dos profissionais de comunicação mais íntegros e respeitados neste rectângulo, mas porque é incómodo, é ao mesmo tempo "UM PROBLEMA, PARA A QUAL TEM DE HAVER UMA SOLUÇÃO". Preocupante e perigoso, é o caminho que nos leva ao coroar dos planos destes cavalheiros, que sem pejo nem mejo, não se coíbem de usar tranca e barda, para atingir os objectivos que tem em mente, desfazendo-se dos incómodos, tal qual como fizeram em passados recentes, alguns dos amigos predilectos, que começaram exactamente da mesma forma e agora, não à quem os consiga travar. Campeia o descontrolo, prevalece a intriga política e os golpes de mão, constroem-se discursos adoçados com o mel da pobreza de espírito, incapazes de inverter o desânimo que invade as gentes destas terras, aporreados pelo sentimento de fraude e engano, que é cada vez maior, confrontados com com um crescente cenário de inverdades e mentiras completas, associados ao desemprego, à perspectiva de um futuro incerto, dominado pelo espectro da pobreza e da fome. Aproxima-se a hora de reformatar a "REPÚBLICA", PORTUGAL precisa urgentemente de homens com coragem, de líderes capazes de segurar a burra e conduzir o país a um destino melhor, por caminhos de honradez e seriedade, substituindo aqueles que já só tem tempo para desbaratinar energias, a conspirar planos para varrer os incómodos, "PROBLEMAS PARA OS QUAIS TEM DE HAVER UMA SOLUÇÃO", na sua visão, tristemente anquilosada. Em Riba Sova o povo tem um ditado que classifica um ditador e tem toda a razão, dizem os Ribasovenses na sua sabedoria secular, que "NÃO SIRVAS HOMEM SOBERBO NEM MENINO RABUJAS" e é bem verdade. Carlos Santomor |
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| Actualizado em ( 11-Feb-2010 ) |
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